quinta-feira, março 05, 2009

Breve história evolutiva do Elefante

O elefante é o último sobrevivente de um grupo animal florescente no Terciário: os proboscídeos. Um fóssil encontrado no Paquistão revelaria que o seu antepassado mais remoto, existente há cinquenta milhões de anos, se assemelhava a um grande javali.
Depois, no decurso dos milénios, os proboscídeos tornaram-se cada vez maiores, adquiriram uma tromba e duas ou quatro presas, os característicos dentes incisivos, por vezes com formas extraordinárias. No conjunto, trezentas outras espécies espalharam-se por todo o globo, à excepção da Antártida e da Austrália. Entretanto, descendências inteiras desapareceriam devido a mudanças climáticas. A dos mastodontes persistiria na América Setentrional até ao início da Quaternário.
A família dos elefantes é a última que actualmente sobrevive. E incluía os mamutes, adaptados sobretudo ao clima das épocas glaciárias, e várias espécies de elefantes, das quais seis ou sete coexistiram com o homem. Hoje em dia, apenas sobrevivem três.
Nos nossos dias, o elefante está ameaçado de extinção.

-Ancestral aquático e palaomastodonte

Há 36 milhões de anos, no Eoceno, no norte de África, viviam uns animais semelhantes aos hipopótamos pigmeus da actualidade. Estes animais, conhecidos por Moeritherium, passavam grande parte do tempo na água, assim como os hipopótamos, e pesavam aproximadamente 225 Kg. Julga-se assim, que sejam os antepassados do mamute, mastodonte e do elefante. Uma teoria levantada pelos pesquisadores é a de que um possível resfriamento no fim do período Eoceno teria secado os rios e lagos, forçando os animais adaptarem-se ao solo seco. Durante o Eoceno também ocorreram outras derivações das quais evoluiriam outras espécies. Talvez uma das mais bem estudadas seja a família Dinotheriidae, à qual pertencia o Dinotherium. Muito parecido com os elefantes mas as suas presas encontravam-se no maxilar inferior. Julga-se que esta espécie existiu há cerca de 25 M.A., tendo desaparecido há cerca de 1 milhão de anos. Viveu em África, na Europa e sul da Ásia, tinha o mesmo tamanho que o actual elefante africano.
Com o passar do tempo, surgiram novas espécies. Durante o período Oligoceno existiu um animal chamado Palaomastodonte. Embora não possuísse tromba e presas desenvolvidas, o seu nariz e dentes já começavam a desenvolver-se. Esta espécie é referida como um antepassado dos elefantes.

- Mastodonte e mamute

No período Terciário tardio o Palaomastodonte deu lugar aos mastodontes -elefantes da Era Glacial – o Platybelodonte (espécie de mastodonte) existiu durante a época do Mioceno e o Amdelodonte durante o Plioceno.
Outro mastodonte que demonstrou ter uma forma mais eficiente e que também surgiu durante o Terciário tardio, foi o Gomphotherium. Este mamífero chegou a ocupar o Norte de África, Europa, Ásia e América do Norte. Tinha duas presas em ambas as mandíbulas. Pensa-se que já tinha uma tromba que embora não fosse muito grande já se encontrava bem definida. A tromba é um prolongamento do nariz mas tomou outras funções importantes. Aplicando as teorias de Lamarck sobre evolução das espécies, uma das razoes será que a tromba teria se desenvolvido, pois como os mastodontes eram animais de grande porte, tinham dificuldade em beber a água do chão, portanto iriam começar a desenvolver mais o órgão em questão e ao se reproduzirem passavam à descendência essa característica. Segundo uma perspectiva darwinista, os mastodontes que eram dotados de uma tromba maior, estavam mais aptos consequentemente seguindo a teoria deste cientista, ao sobreviverem mais e logo reproduzirem-se mais essa característica daí para a frente iria vingar. A tromba era assim essencialmente usada não só para beber como para cheirar e também tinha outros fins como para poder identificar a forma, a textura e a temperatura de um objecto, acariciar outros indivíduos ou como forma de ataque.
Este animal tinha o tamanho aproximado do elefante asiático. Embora tenha desaparecido no Pleistoceno, julga-se que deu lugar ás famílias Mammutidae e Elephantidae.
De acordo com processos evolutivos a tromba dos mastodontes cresceu, as presas da mandíbula inferior desapareceram, as presas da mandíbula superior aumentaram de tamanho, chegando a atingir o mesmo comprimento que o corpo, em certas espécies como o Anancus arvernensis do sul de França. Tal desenvolvimento das presas da mandíbula superior justifica-se pelo facto de que os seres em questão utilizavam as suas presas em combates e para cavar a neve em busca de vegetação – eles eram herbívoros
Continuaram a adaptar-se a novos habitats e a dispersar-se por novas regiões. Pouco depois da união das Américas, pelo menos uma espécie de mastodontes, Cuvierinius, estabeleceu-se na América do Sul.
Outros permaneceram na Euroásia e América do Norte, emigrando para o norte na primavera e para o sul no Outono. Entre eles encontravam-se os mamutes que viveram que viveram há dez mil anos.
A glaciação mais recente teve início há cerca de 90 mil anos e estendeu-se até 10 mil anos atrás. O intenso frio que se abateu sobre o planeta levou à extinção muitas das espécies animais que viveram naquela época, como todas as espécies de mamutes e mastodontes pois não possuíam as características necessárias de adaptação a esse meio e não se tendo verificado alterações no seu fundo genético que permitissem essa mesma adaptação, essas espécies acabariam por se extinguir.
O mamute é assim, um animal que se extinguiu à aproximadamente 10 mil anos, e que pertence à família Elephantidae incluída nos proboscídeos.
Tal como os elefantes, estes animais apresentavam tromba e presas de marfim encurvadas, que podiam atingir cinco metros de comprimento, mas tinham o corpo coberto de pelo. Esta evolução que determinou o surgimento dessa nova característica em relação aos seus ancestrais, aplicando a teoria de Darwin, é explicada da seguinte forma: os mamutes habitavam na Europa, norte da Ásia e América do Norte onde o clima era bastante frio. Havendo variabilidade intra-especifica, existem nas populações variações naturais, por exemplo no tamanho dos membros, logo no caso estudado, na população de mamutes, os indivíduos mais aptos às condições do meio onde se encontravam eram aqueles que estavam mais protegidos das baixas temperaturas, portanto, aqueles que possuíam mais pelo no corpo. Ao estarem mais aptos, sobreviviam mais em relação aos restantes indivíduos, e assim ao se reproduzirem passaram as suas características à descendência.
Os elefantes são os membros da família Elephantidae, pertencendo: à Ordem Proboscidea; à Classe Mammalia; ao Filo Chordata e ao Reino animalia.
Actualmente só existem três espécies, a asiática, Elephas sp, e duas africanas: Loxodonta africana, da savana, e Loxodonta cyclotis, que vive nas florestas.
Por terem sofrido uma evolução separada por milhões de anos, as duas espécies apresentam algumas diferenças anatómicas. O elefante africano é o maior e o mais pesado. Outrora, habitava todo o continente, com excepção das zonas mais áridas, como o Saara e o deserto da Namíbia.
Mas, actualmente desapareceu do norte de África. O elefante africano pode atingir 4 metros de cernelha, sendo o das florestas equatoriais muito mais pequeno. O elefante asiático, que geralmente habita nas florestas, não ultrapassa os 3 metros de cernelha, poderemos explicar este facto afirmando que, vivendo este elefante na floresta, tendo menores dimensões está mais apto nesse local pois é possível a sua deslocação entre as árvores. As suas orelhas são mais pequenas, visto que as do elefante africano são grandes possibilitando assim uma melhor refrigeração do corpo face às altas temperaturas do meio onde vive. As presas do elefante asiático mais direitas e mais curtas, frequentemente pouco desenvolvidas.
Ao longo da história, os elefantes foram utilizados pelo Homem para várias funções, como transporte, entretenimento e guerra.
A caça dos elefantes teve consequências a nível evolutivo. Visto que o objectivo primordial dos caçadores eram as presas, os animais que não as tinham graças a uma mutação genética, foram favorecidos. O processo resultou numa selecção artificial das populações de elefantes, onde os animais sem presas passaram de 1% do total a representar, em certos locais, cerca de 30% dos indivíduos.
O elefante é, igualmente, vítima da regressão da floresta húmida, que constitui um dos seus habitats naturais, e que diminui, em cada dia que passa, cerca de 40 ha por minuto.
Leonor Caetano, 11º1A

A origem e evolução da vida...

O Planeta Terra formou-se acerca de 4600 milhões de anos aquando da rotação e consequente acreção da nebulosa primitiva que deu origem a todo o Sistema Solar, após esta acreção deu-se a diferenciação e em seguida a desintegração radioactiva. Apesar de a Terra se ter formado à 4600 milhões de anos só existe dados de vida neste planeta desde à aproximadamente 3400 milhões de anos, no Pré-câmbrico. Os primeiros seres vivos que apareceram foram seres mais simples, os protistas, que eram quer autotróficos quer heterotróficos.
Em seguida dos seres procariontes surgiram os eucariontes. Esta evolução é explicada por duas hipóteses: a autogénica e a endossimbiótica. A primeira explica que os seres eucariontes teram surgido através de sucessivas invaginações da membrana plasmática, sofridas por um ser procarionte, com consequente especialização. A hipótese endossimbiótico diz que as células eucarióticas teriam surgido através de uma associação simbiótica de várias células procariontes.
Os seres que hoje existem são diferentes dos que existiam na Terra no inicio da vida, ou seja, foram evoluindo de geração para geração. Esta ideia evolutiva nem sempre foi aceite pela sociedade que admitia o Fixismo, ou seja, as espécies eram unidades fixas e imutáveis que surgiram independentes umas das outras, e em conjunto acreditavam no Criacionismo que dizia que estas espécies foram originadas por criação divina e mantinham-se fixas ao longo dos anos.
Os seres eucariontes são seres seres mais complexos e podem ser autotróficos, como é o caso das plantas, ou seres heterótróficos, como os animais. Estes seres vivos têm mais habituação às mutações e, por suja vez, estão mais sujeitos a diversificação das espécies. Um dos casos de seres procariontes é uma bactéria.
Durante vários séculos, os cientistas e filósofos tentaram compreender e explicar a evolução dos seres vivos. Desde Aristóteles a Whittaker, os cientistas dividiram os seres vivos em reinos, desde a divisão em 2 reinos que foi aceite desde Aristóteles a Lineu até a divisão em cinco reinos sugerida por Whittaker e aceite até agora.
José Patto, 11º1A
Realizou-se no passado dia 4 de Março a 1ª eliminatória das IV Olimpíadas de Biotecnologia. Apresentamos os resultados da parte relativa às questões de escolha múltipla (máximo de 20 pontos).

Para mais informações consultar http://www.esb.ucp.pt/olimpiadasbio/

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Ciclo de vida de Daphnia magna

Para informações mais detalhadas sobre a biologia de Daphnia magna, carregar aqui.

Morfologia da Daphnia magna


(Fêmea de Daphnia magna)
Para informações detalhadas sobre este animal, carregar aqui.

Daphnia como modelo biológico

A Daphnia é um animal fácil de cultivar em laboratório, com baixo custo, que requer pouco espaço e pequenas quantidades de soluções aquosas. Possui um ciclo de vida curto, alta fecundidade, reprodução sexuada ou por partenogénese cíclica, dependendo das condições do meio (quando as condições são adversas, ocorre reprodução sexuada e quando as condições são favoráveis, reproduz-se por partenogénese) sendo fácil a obtenção de populações homogéneas em termos de tamanho, idade e sexo.
Apresenta uma ampla distribuição geográfica, importância ecológica e elevada sensibilidade a uma grande variedade de tóxicos. As suas respostas biológicas fundamentais são muito semelhantes às humanas e apresenta sistema nervoso, digestivo, circulatório, respiratório, óptico e reprodutor.
É perfeitamente transparente de modo que os seus órgãos internos são visíveis ao microscópio, podendo-se observar, por exemplo: o batimento do seu coração, a fecundidade ou o funcionamento do seu olho.
Apresenta, como todos os crustáceos, uma carapaça que no seu caso sofre muda diária.
Estas qualidades fazem de Daphnia magna um excelente modelo biológico para testar drogas, uma vez que estas afectam o seu ritmo cardíaco da mesma forma que o dos humanos.

Primeira referência a Darwin em Portugal

Muito interessante!
Uma tese doutoral ("As espécies são mudáveis?") de Júlio Augusto Henriques, defendida em 1865 à Universidade de Coimbra, seis anos depois da publicação de "A Origem das Espécies".
Aconselhamos a sua exploração - basta carregar aqui.

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Quais as vantagens do uso da Drosophila melanogaster

Quem é?
A Drosophila apresenta o corpo dividido em cabeça, tórax e abdómen:
  • Cabeça: Distinguem-se as antenas, os olhos e as peças bucais;
  • Toráx: Dividido em 3 segmentos com um par de patas por segmento. O segundo segmento possui o par de asas (finas e membranosas) e o terceiro segmento possui os halteres - pequenas estruturas que funcionam como orgão de equilíbrio;
  • Abdómen: Possui uma segmentação nítida desprovida de apêndices e constitui o centro de nutrição.

Classificação:
Tipo: ARTHROPODA
Classe: Insecta
Ordem: Diptera
Família: DROSOPHILIDAE
Género: Drosophila
Espécie: Drosophila Melanogaster

A Drosophila Melanogaster é originária da África central mas actualmente está distribuida por todos os países com um clima quente. Nos países com um clima predominantemente frio apanas aparecem no verão devido às migrações. Durante o Inverno podem aparecer em lugares quentes como padarias.

Mas qual a razão do sucesso de trabalhar com estas moscas?
O sucesso da Drosophila melanogaster ao nível da análise genética deve-se a vários factores:
  • as fêmeas são muito fecundas (cada fêmea é capaz de produzir cerca de 200 a 300 descendentes);
  • Fácil cultivo no laboratório;
  • Ciclo de Vida curto;
  • Produz grande descendência;
  • Apresenta dimorfismo sexual, sendo fácil a distinção dos sexos;
  • As culturas ocupam pouco espaço;
  • Fácil manuseamento e observação;
  • Reduzido número de cromossomas: 4 pares;
  • Apresenta um grande número de mutantes.

Para ver o vídeo:«Fruit Fly Genetics Experiment» carregar aqui.

Projecto Mokidros

Como resultado do desenvolvimento de trabalhos do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) nasceu o projecto Mokidros que pretende aplicar esses trabalhos de investigação nas escolas.
A turma do 12º ano, de Biologia, está a desenvolver este projecto, no Colégio Valsassina.
Com o Mokidros pretende-se divulgar uma nova e necessária ideia de participação na actividade científica e laboratorial.
Assim, recorremos ao modelo biológico Drosophila. A metodologia aplicada permite uma transferência de Know-how entre o Laboratório Associado e as escolas. Ao fazer a compilação dos protocolos já existentes e associando a sua utilização em sala de aula, assumimos o compromisso de complementar o ensino teórico com uma prática associada ao trabalho laboratorial.
Para tal, estamos a montar uma estação de trabalho com vista à criação e análise de moscas da fruta. Os alunos participam neste atelier em regime de tutoriado, permitindo, desta forma, ganharem maior autonomia e conhecimentos no que diz respeito ao trabalho laboratorial.

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Projecto Daphnia -2º dia de trabalhos


Hoje dedicámo-nos a conhecer um pouco mais as daphnias. Esperamos na próxima semana dar início às actividades - está tudo preparado para testar o efeitos de drogas comuns no ritmo cardíaco.

Observámos alguns exemplares e testámos a contagem do batimento cardíaco. Não é muito fácil!!!..
Parece que já temos juvenis!...

Mas o que é uma Daphnia?
Microcrustáceo de água doce, com cerca de 1.5 mm de comprimento, vulgarmente designado por pulga-de-água devido aos movimentos específicos das segundas antenas que lhe dão a aparência de se deslocar em pequenos saltos.
Apresenta, como todos os crustáceos, uma carapaça que no seu caso sofre muda diária.
Habitante comum das águas doces interiores do globo, que se alimenta de algas e é a presa principal de vários peixes.
Muito usada em bioensaios toxicológicos, nomeadamente nos testes requeridos pela legislação nacional e europeia para a avaliação de ecotoxicológica de novos agentes químicos, de efluentes urbanos e industriais e de ecossistemas de água doce.
Em condições naturais, Daphnia magna reproduz-se por partenogénese cíclica, o que fornece tanto clones de longo termo como populações com reprodução sexuada. Ou seja, durante a maior parte do ano as populações naturais de Daphnia magna são constituídas maioritariamente por fêmeas, sendo os machos apenas abundantes na Primavera e Outono ou quando ocorrem condições ambientais desfavoráveis como, por exemplo, baixas temperaturas ou grande densidade e subsequente acumulação de produtos excretores. Contudo, em laboratório, onde as condições ambientais são favoráveis e constantes, a reprodução sexuada normalmente não ocorre, e D. magna reproduz-se apenas partenogenicamente originando numerosos descendentes geneticamente idênticos às fêmeas progenitoras o que permite eliminar a variabilidade de ordem genética dos bioensaios.
O seu ciclo de vida varia entre, cerca de 40 dias a 25 ºC, e 56 dias a 20ºC. Quando mantida em laboratório, esta espécie tem, normalmente, juvenis de 2 em 2 dias e precisa de 6 a 10 dias para dar origem à primeira ninhada. Os ovos são libertados quando estas mudam a sua carapaça.
(texto adaptado de «biologia no verão»)

terça-feira, janeiro 20, 2009

Projecto Daphnia - início das actividades

Verificação dos Kits/Preparação das Culturas

Verificámos todos os kits, observando se continham o material necessário ao projecto e a taxa de mortalidade das dáfnias, que correspondia a um valor entre 15 e 25%, semelhante ao valor indicado (10 a 15%).
De seguida, começámos a montagem das culturas de Dáfnias (Dapnia magna) e de Algas Verdes (Chlorella vulgaris).
Para as culturas de dáfnias, desinfectámos dois aquários com álcool etílico a 70%, enchendo-os depois com água mineral da Serra da Estrela, e montando o termómetro, verificámos que a temperatura era inferior ao necessário para sobrevivência das dáfnias, e por isso aquecemos a água utilizando um termóstato, até se atingir a temperatura pretendida (20,5ºC) Medimos também o pH da água com um sensor. Após a montagem do aquário, despejámos com uma pipeta uma porção de algas verdes, e só depois as dáfnias. Para as culturas das algas, desinfectámos dois balões de Ernlenmayer com álcool etílico a 70%, evaporando depois o álcool com o secador, e enchendo os balões com 250ml de água mineral Serra da Estrela. Depois, enrolou-se algodão em gaze, fazendo rolhas para tapar os balões, para isolar o balão, e introduzindo um tubo para criar condições de oxigenação da água.


Estamos agora em condições arrancar com as actividades...^
11º 1A; 11º 1B
Chlorella vulgaris
Dapnia magna

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Projecto Daphnia

Promovido pelo Visionarium o Projecto Daphnia permite a utilização de um Modelo Biológico (Daphnia magna) no Ensino Experimental das Ciências.
As turmas de biologia do Colégio Valsassina vão estar envolvidas neste projecto. Os kits estão quase a chegar e até ao final do mês de Janeiro iremos dar início às actividades.

Para mais informações sobre este projecto carregar aqui.

sábado, novembro 29, 2008

Concurso «Na senda de Darwin» - Provas 1 e 2

Acompanha as prestações das nossas equipas (Iguanidae e testudantes) no concurso «Na senda de Darwin».
As classifcações respeitantes às duas primeiras provas já estão publicadas. Lembramos que resultam da média da votação dos membros dos júris conforme está indicado no Regulamento. Podem ser vistas em Classificações

quarta-feira, novembro 26, 2008

Semana da Ciência e da Tecnologia 2008

Estamos em plena Semana da Ciência e da Tecnologia 2008. Os nossos laboratórios estão de portas abertas de 2ª a 6ªf. Os alunos do secundário estão a dinamizar, de forma interactiva e divertida, várias experiências/actividades através dos quais pretendemos mostrar como a ciência está no nosso dia-a-dia, como pode ser divertida, e sobretudo como está ao alcance de todos.
A extracção de ADN, a observação de seres ao microscópio, as formas de reprodução assexuada, a nutrição das plantas, o que acontece durante a ventilação pulmonar, a ciência na cozinha (como fazer suspiros e um "bolo caneca"), são algumas das actividades que estamos a promover.
Até 6ªf, dia 28/11/08, estamos no laboratório de biologia à espera de todos os interessados...

quarta-feira, novembro 12, 2008

Semana da Ciência e da Tecnologia

Para consultar a programação a nível nacional carregar aqui.
As actividades desenvolvidas no Colégio Valsassina estão integradas no programa nacional desta semana.

sexta-feira, outubro 24, 2008

Sabem que foi Charles Darwin?

Veja os vídeos das equipas do colégio no âmbito do concurso «Na senda de Darwin».

quinta-feira, outubro 23, 2008

O que Darwin viu nas Galápagos...

Já estão on line os textos relativos à segunda prova do Concurso na Senda de Darwin. Esta consistiu na elaboração de um texto intitulado «O que Darwin viu nas Galápagos».
Os trabalhos das duas equipas do Colégio Valsassina podem ser consultados em:

terça-feira, outubro 21, 2008

O Mundo dos Briófitos

Fotografia tirada por Filipa Louro (12º 1A) durante o Bioblitz 2008.

segunda-feira, outubro 20, 2008

Fórum Ciência Viva 2008 - 22 e 23 Novembro

Realiza-se nos dias 22 e 23 de Novembro mais uma edição do Fórum Ciência Viva na FIL - Parque das Nações, em Lisboa, assinalando o início da Semana da Ciência e da Tecnologia.
Decorridos 12 anos de actividade da Ciência Viva, este é um momento privilegiado de balanço e de partilha de conhecimentos, tendo em vista a preparação de novas iniciativas e de colaborações futuras.
O Fórum Ciência Viva 2008 é um ponto de encontro entre professores, investigadores e outros especialistas que empenhadamente têm contribuído para a promoção da cultura científica no nosso país.
Na sequência do projecto que desenvolvemos, entre Janeiro de 2006 e Junho de 2008, no âmbito do Concurso Ciência Viva VI, iremos estar presentes neste fórum.
Será apresentado um poster sobre o projecto (Eco-eficiência: uma visão global) e dinamizaremos algumas actividades práticas/experimentais.
Não deixem de visitar o quiosque do Colégio Valsassina. Esperamos por todos, a entrada é livre.
Prof. João Gomes

segunda-feira, outubro 06, 2008

Na senda de Darin


Para comemorar os 200 anos do nascimento de Charles Darwin e os 150 da publicação do seu livro «A Origem das Espécies» que têm lugar em 2009, o jornal Ciência Hoje lançou, com o apoio do Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica -, um concurso dirigido aos estudantes que em Setembro de 2008 estejam no 10º, 11º e 12º anos das escolas de todo o País.

A equipa vencedora terá como prémio três cruzeiros nas Ilhas Galápagos, no Oceano Pacífico, onde Darwin passou pouco mais de um mês em 1835 e onde fez observações que foram importantes para a elaboração da sua Teoria da Evolução das Espécies. A viagem inclui ainda uma visita de alguns dias ao Equador a que as Galápagos pertencem administrativamente.

Naturalmente que o Colégio Valsassina não podia deixar de se associar a esta iniciativa. São duas as equipas de alunos do Colégio que estão a participar neste concurso.

Os Iguanidae:
  • José Patto (11º 1A)

  • Tomás Ferreira (11º 1A)

  • Yassir Manji (11º)

Os tEstudantes:

  • Ana Rita Ferrito (11º 1B)

  • André Correia (12º 1A)

  • Francisco Silva (11º 1B)
Todas as informações sobre esta iniciativa podem ser obtidas em http://www.cienciahoje.pt/26136.

Brevemente daremos mais notícias...


sexta-feira, junho 13, 2008

Organismos Geneticamente Modificados

Organismos geneticamente modificados (OGM) são organismos cujo material genético (ADN) foi modificado de um modo que não ocorre naturalmente quer por multiplicação quer por recombinação natural. Esta alteração é produzida através de técnicas de engenharia genética que permitem transferir para o genoma de um organismo um ou mais genes de outra espécie que lhe atribuem uma nova característica.
A história dos OGM remonta a 1973 com a identificação do plasmídeo Ti da bactéria Agrobacterium tumefaciens que permite acolher o gene portador do carácter procurado que está em condições de introduzir no genoma de uma planta. A partir daí foram inúmeros os desenvolvimentos da produção e do consumo de OGM desde a obtenção da primeira planta transgénica em 1983, passando pela comercialização de plantas geneticamente modificadas em 1990 até à etiquetagem dos produtos com OGM em 1998, entre muitos outros acontecimentos.
A produção de OGM processa-se do seguinte modo: identificação de gene d interesse numa determinada espécie; isolar o referido gene do ADN; incorporação do gene numa sequência de ADN uma vez que uma determinada sequência de genes só pode ter expressão se estiver inserido no ADN; produzir várias réplicas do ADN que contém o gene de interesse; incorporar esse ADN numa célula receptora o que faz com que haja uma transformação de uma espécie noutra (a transgénica) ao receber um novo ADN que vai ser replicado; validação dos resultados da expressão do gene que no início foi retirado; caracterização da expressão do gene. Após a fase de testes e com a certeza da expressão do novo gene então este irá ser incorporado numa variedade comercial de modo a ser produzido em grande escala.
Os OGM são produzidos e comercializados porque supostamente existe alguma vantagem para o produtor ou consumidor nestes alimentos como baixo preço, o valor nutricional e a durabilidade.
São inúmeras as aplicações dos OGM. Ao nível da saúde destaca-se a investigação de doenças mediante caracterização genética, a produção de vacinas e medicamentos e o reconhecimento de genes alergénicos. Quanto à produtividade agrícola as vantagens são a maior resistência a agentes externos, alimentos básicos mais nutritivos e os animais de quinta mais produtivos. No que ao ambiente diz respeito destacam-se as aplicações ao nível da produção de maior quantidade de alimento em menor área de terreno, de biocombustíveis, da reabilitação de terras pouco férteis e da melhoria da conservação dos produtos obtidos.
Não obstante, a produção de OGM acarreta também grandes riscos como a possibilidade de contaminação genética da biodiversidade, o aumento da resistência a antibióticos e aparecimento de novos vírus, poluição ambiental, extinção de espécies animais e vegetais, alteração das características do solo, entre muitos outros.
Em suma, sem menosprezar a importância do acompanhamento de todas as implicações possíveis, nomeadamente na saúde e no ambiente no imediato e a longo prazo, o balanço da introdução desta tecnologia é positivo, justificando-se todos os esforços desenvolvidos e a desenvolver neste tão promissor campo da Ciência.
Joana Magalhães da Silva, 11º 1A

quarta-feira, junho 11, 2008

Os estromatólitos ...



A palavra estromatólito vem do grego, de stroma que significa camada e de lithos que significa rochas.
Os estromatólitos são um dos vestígios de vida mais antigos na Terra, foram encontrados há 3,5 mil milhões de anos. Estromatólitos são fósseis que foram originados por bactérias e cianofitas que, ao captarem os carbonatos existentes nos meios onde viviam, e ao metabolizá-los, os depositavam nas suas membranas celulares e, assim, foram-se desenvolvendo em camadas sucessivas, alternando com partículas sedimentares sobre um substrato rígido. Estas estruturas podem assumir diferentes formas, como esteiras microbianas, camadas, domos, colunas e oncólitos.
Os estromatólitos desenvolvem-se como um tapete de colónia de cianobactérias dependentes da energia solar para se alimentarem e crescerem, recolhendo-se em estado dormente à noite para porções mais internas do montículo por elas criado e voltando no dia seguinte à superfície; nestes processos, segregam carbonatos de cálcio que fixa e cimenta finas partículas dispersas na água o que origina as lâminas que se sobrepõem e fazem crescer os montículos que tendem a formar colunas verticalizadas.
Há estromatólitos de diversas idades, desde estruturas recentes e em construção, encontradas em lagoas hipersalinas (como por exemplo em Shark Bay, na Austrália), até aos estromatólitos com idades acima de 3 bilhões de anos atrás. O principal acontecimento deu-se no Pré-câmbrico Inferior, e alcançou grande desenvolvimento no Pré-câmbrico Superior.
Estes organismos foram os primeiros recicladores de carbono, os primeiros produtores de oxigénio e os primeiros seres a contribuirem para a construção de zonas de recifes.
As cianobactérias que participavam na construção dos estromatólitos foram possivelmente responsáveis pela geração de parte do oxigénio da atmosfera primitiva terrestre, realizando a fotossíntese e fornecendo a energia e o carbono, directa ou indirectamente, para uma vasta comunidade de seres vivos, sendo a forma de vida dominante por mais de 2 mil milhões de anos.


Ana Filipa Mendes, 10º1A

Os insectos ...

Os insectos perfazem mais de 1 milhão de espécies, sendo os mais abundantes, estima-se que possam existir entre 5 e 10 milhões.
São igualmente os mais importantes invertebrados que podem viver em locais secos e os únicos capazes de voar. A capacidade de voar permite-lhes escapar aos inimigos, capturar presas e encontrar parceiros.
Os seus tamanhos variam entre cerca de 0,25 mm e 28 cm.
São abundantes em todos os habitats excepto no mar, embora a maioria seja terrestre ou aéreo.
Não existe certeza sobre o motivo para este tremendo sucesso evolutivo destes animais, mas das suas características principais, sem dúvida a capacidade de voar terá permitido uma capacidade de dispersão máxima. Outro aspecto importante será o facto de serem animais pequenos, o que lhes permite ocupar micro-habitats inacessíveis a outros animais. Os insectos apresentam ciclos de vida curtos, pelo que se podem multiplicar rapidamente em condições favoráveis. As espécies predadoras são muito importantes para controlar o número de outros insectos.
As principais características dos insectos incluem cabeça, tórax e abdómen distintos, todos com função determinada.
A asa de um insecto é formada por uma fina membrana coberta de finos pêlos, e suportada por "nervuras" por onde circula a hemolinfa. Os insectos controlam as asas através de dois mecanismos alternativos: por controlo directo ou indirecto.
Sistema digestivo completo com boca com glândulas salivares, intestino dividido em anterior, médio e posterior.
O sistema circulatório é aberto e apresenta um coração delicado dorsal ligado a uma aorta anterior, não apresentando veias ou capilares.
A respiração é feita através de traqueias muito ramificadas, com espiráculos pares em cada segmento do tórax e abdómen, que transportam oxigénio directamente aos tecidos.
A excreção é geralmente feita por numerosos tubos de Malpighi, embora algumas espécies apenas apresentem um par, fixos na extremidade anterior do intestino posterior.
O sistema nervoso é desenvolvido e está associado a órgãos dos sentidos.
Muitos insectos sobrevivem a temperaturas baixas entrando em estado de dormência. No entanto, algumas das formas maiores realizam migrações de longas distâncias (mais de 4000 Km, como no caso das borboletas monarca, que voam desde o Canadá até ao México para passar o Inverno).
A reprodução pode ser assexuada por partenogénese (em algumas espécies) ou sexuada, com sexos separados e fecundação interna.
Miguel Rosa, 10º1A

Macaca Fuscata


A espécie primata Macaca Fuscata (também conhecida como Macaca das Neves) é uma espécie de primatas que apenas reside no Japão. Neste país formado por bastantes ilhas, a Macaca Fuscata está presente em várias delas pois sendo uma espécie muito versátil, consegue-se adaptar a condições muito díspares.
A Macaca Fuscata reside em essencialmente três habitats: o da floresta húmida das planícies do Japão, o da floresta húmida e das temperaturas baixas e o das montanhas, onde as temperaturas são muito baixas, sendo este último o que tem mais importância para este trabalho.
Os elementos da espécie Macaca Fuscata que residem nas montanhas estão submetidos a temperaturas muitas vezes negativas, chegando mesmo a dezenas de graus centígrados negativos. Pensa-se que conseguem lá sobreviver pois existe uma actividade vulcânica considerável que se evidência na forma de nascentes termais, termas e lagoas de água quente, que permitem desta forma o crescimento de vegetação fundamental para a alimentação dos macacos e o calor dessa actividade vulcânica dá a possibilidade aos macacos que equilibrarem e aumentarem o seu calor corporal e desta forma esses elementos da espécie Macaca Fuscata têm a capacidade de sobreviverem nas montanhas mais altas do Japão onde as condições são bastante severas.
É claro que a existência de nascentes termais, termas e lagoas de água quente não são os únicos responsáveis pela sobrevivência dos macacos desta espécie nas montanhas: os elementos desta espécie que residem nas montanhas possuem pêlos espessos e grossos e têm uma pelagem densa, que os protege do frio.
Um comportamento curioso que esta espécie tem é que aquando do frio, eles reduzem a sua actividade corporal e dormem durante várias horas aninhados, chegando mesmo por vezes a estar um grupo inteiro de cerca 20 indivíduos a dormirem todos juntos e numa espécie de pilha.
Foi devido a várias técnicas de sobrevivência que agora há grupos de macacos da espécie Macaca Fuscata que residem a quase tempo inteiro nas montanhas, saindo dessas áreas para se alimentarem em terrenos de menor altitude.
Curiosidade: A espécie Macaca Fuscata é a espécie de primatas existentes em maiores latitudes em relação ao Equador no Hemisfério Norte.

Martim Lico, 10º1A

Fontes hidrotermais

As fontes hidrotermais foram observadas directamente, pela primeira vez, em 1977, quando uma equipa de geólogos, a estudar a zona de rifte das Galápagos, descobriu vários organismos vivos a 3 km de profundidade. Densos agregados de mexilhões, vermes tubulares gigantes e caranguejos foram encontrados em pequenas áreas, onde se observava a existência daquilo a que viriam a chamar-se chaminés, emanando água quente.
Quando duas placas se afastam o material em fusão sobe em direcção à superfície através do rifte formada aquando a separação das placas. Dá-se a erupção de lava até à superfície e a formação de nova crosta terrestre. Este processo cria uma série de vulcões submarinos chamados cristas médio-oceânicas. É aqui que as fontes hidrotermais se encontram.
A água fria penetra na crosta terrestre através de falhas e mistura-se com o material em fusão que lá se encontra (formando um fluido). Neste momento a temperatura excede os 350º. A esta temperatura, metais e enxofre presentes nas rochas são dissolvidos e incorporados no fluido. Este fluido hidrotermal volta à superfície carregado com enxofre, hidrogénio, metano, manganésio e metais, mas sem oxigénio. Quando o fluido hidrotermal, que está muito quente (360º), entra em contacto com a água do mar, fria e rica em oxigénio, os metais dissolvidos precipitam. Estas partículas depositam no fundo do oceano formando as chaminés das fontes hidrotermais.
A vida na Terra, e especificamente nos oceanos, é dependente do oxigénio, da energia solar, e da temperatura amena. Como a luz solar só penetra no oceano até cerca de 300 metros no máximo, e como nos fundos oceânicos as massas de água provêm das zonas subpolares, sendo bastante frias, as zonas abissais constituem ambientes frígidos, escuros e inabitáveis. Foi então surpreendente quando os cientistas descobriram diversas formas de vida desconhecidas. Curioso foi o facto de as espécies encontradas serem exclusivas destes ecossistemas e não poderem viver fora dele. Exemplos de espécies encontradas são mexilhões da família Bathymodiolidae, o verme gigante Riftia e Camarão Rimicaris.
Na base da cadeia alimentar encontram-se bactérias quimiossintéticas, ou seja, a fonte de carbono é inorgânica (CO2 – tal como na fotossíntese), mas a fonte de energia é química, obtida através de enxofre e metano e da oxidação de sulfuretos. Alimentando-se dessas bactérias, aparecem vermes e moluscos bivalves gigantescos, com 26 centímetros de comprimento. Estranhas espécies de caranguejos e de camarões e outros animais mais complexos surgem no fim da cadeia alimentar.
A fauna móvel é sobretudo constituída pelo caranguejo Bythograea thermidon e por numerosas galateas (Munidopsis). Entre os peixes, o mais abundante é o zoarcídeo Thermarces cerberus.
Matilde Conceição, 10º1B

Animais Extremófilos

A capacidade de adaptação a alterações ambientais é uma das características mais impressionantes da vida na Terra. Habitats terrestres, aparentemente inóspitos, são populados por microrganismos que se adaptam a condições extremas, desde desertos salinos, a calotes polares, a vulcões sulfurosos, a fossas abissais ou mesmo campos radioactivos.
O termo extremófilo foi usado pela primeira vez por MacElroy em 1974 para designar organismos que proliferam em ambientes extremos. Logo, um animal extremófilo é um organismo que vive em ambientes que excedem as condições óptimas para o crescimento e a reprodução da maioria dos organismos terrestres. Estes organismos estão representados em todos os domínios da vida: Archaea, Bactéria e Eucarya, mas predominam os microrganismos, sendo a maior parte deles Archaea (microrganismos que habitam em fontes termais, águas extremamente ácidas ou alcalinas, tracto intestinal de vacas, térmitas e seres marinhos, lamas anóxicas no fundo dos oceanos, águas com elevadas concentrações salinas, etc.)
Dentro dos extremófilos há microrganismos que vivem e se reproduzem em ambientes de elevada temperatura, como as fontes termais (termófilos), outros que se desenvolvem em ambientes frios, próximos ao ponto de congelamento da água (psicrófilos), outros que suportam valores extremos de pH, muito ácidos (acidófilos) ou básicos (alcalófilos) e por fim os que sobrevivem em ambientes de grande salinidade (halófilos).
A adaptação de organismos em condições ambientais extremas obrigou-os a desenvolver componentes celulares e estratégias bioquímicas para esse efeito. Por exemplo, os halófilos acumulam iões inorgânicos em concentrações elevadas para contrabalançarem a pressão osmótica externa e manterem a integridade celular. Além disso a composição dos aminoácidos das suas proteínas é diferente do habitual devido à elevada concentração salina do citoplasma e outros componentes celulares como os ribossomas e parede celular também apresentam modificações, o que lhes permite ocupar habitats salinos mas também restringe a sua sobrevivência a esses mesmos habitats.
Catarina Oliveira, 10º 1B

Termorregulação

A termorregulação é um conjunto de mecanismos que permitem manter a temperatura do meio interno de cada ser vivo dentro de temperaturas compatíveis com a vida. A esta manutenção das condições ideais para viver chamamos homeostasia. Os mecanismos que fazem parte da termorregulação podem ser fisiológicos, estruturais e comportamentais.
Os mecanismos fisiológicos usam mensagens nervosas para regular a temperatura interna enquanto que os mecanismos comportamentais regulam a temperatura com a ajuda de factores externos e comportamentais. Neste último caso, um ser vivo com baixa temperatura tenta deslocar-se para locais com elevadas temperaturas.
Em relação à temperatura corporal podemos dividir os seres vivos em dois grupos: seres exotérmicos e os seres homeotérmicos.
Os seres exotérmicos, ou poiquilotérmicos como também são chamados, não têm mecanismos muito evidentes para regular a temperatura, apresentando assim uma temperatura corporal variável consoante a temperatura do meio em que está. Estes seres usam mecanismos omportamentais de termorregulação.
Alguns tipos de comportamentos demonstrados pelos animais poiquilotérmicos são: entrar e sair da água, exposição ao sol ou procura de sombra, mudança de profundidade nas águas, etc. Os lagartos, por exemplo, colocam-se imóveis e em posição frontal ao sol para aumentar a temperatura.
Os seres endotérmicos, (como as aves, os mamíferos, alguns insectos e algumas espécies de peixes como atum ) ao contrário dos seres exotérmicos, são seres vivos cuja temperatura interna é sensivelmente constante apesar das grandes diferentes temperaturas que podem ocorrer no meio ambiente. Estes indivíduos apresentam mecanismos de termorregulação que permitem manter a temperatura de limites estreitos apesar das variações externas. Estes mecanismos são fisiológicos e podem aumentar ou diminuir a produção de calor interno, actuando ao nível do metabolismo e da contracção muscular. Para isto acontecer, certas espécies animais recorrem à hibernação nos meses de Inverno, visto que nestes meses a temperatura pode chegar a graus negativos, e outros recorrem à estivação no Verão, em especial nos desertos. Assim a temperatura do seu corpo baixa e a velocidade metabólica diminui.
O outro mecanismo pode aumentar ou diminuir as perdas de calor para o ambiente. Dentro deste mecanismo a grande pelagem e pequenas orelhas da raposa-do- -ártico faz com que esta perca pouco calor para o ambiente.
Nos seres humanos a temperatura a que se mantem o interior do corpo destes é de cerca de 37ºC. No caso dos Homens, o responsável pela manutenção da temperatura normal do corpo é o hipotálamo pois o aquecimento ou arrefecimento desta zona leva a que haja um aumento ou diminuição da perda de calor. E para além disto é o hipotálamo que vai comandar o resto do organismo a actuar de forma correcta: os nervos da pele ao sentirem uma variação da temperatura, enviam um estímulo ao hipotálamo; este ao receber o estímulo vai comandar o corpo a activar certas funções, como por exemplo, a contracção dos músculos esqueléticos e os capilares sanguíneos
Assim pode ver-se que os métodos utilizados para regular a temperatura corporal nos seres endotérmicos são transpiração; dilatação/contracção dos capilares sanguíneos; contracção dos músculos esqueléticos.

José Maria Patto, 10º1A

Nascentes Termais em Portugal

Uma nascente termal é uma nascente em que a água que dela emerge é aquecida pelo calor dissipado nas regiões vulcânicas ou pelo aumento da temperatura com a profundidade. Segundo o Congresso de Praga, considera-se água termal a água de origem subterrânea cuja temperatura de emergência excede os 20º. Em Portugal, a temperatura das águas termais varia entre 20º e 80ºC, sendo que 78% das águas estão entre os 20º e 40ºC. Devido às temperaturas a que se encontram, as águas termais possuem um grande poder dissolvente, por isso, muitas delas são muito mineralizadas, tendo por isso valor medicinal e sendo utilizadas para tratamento e/ou prevenção de certas doenças.
Estão inventariadas 52 ocorrências deste tipo, que representam as águas inventariadas como recursos geológicos e/ou utilizadas como tratamento termal, e estão largamente espalhadas por Portugal Continental, sendo a sua distribuição pelo território desigual, embora se observe uma predominância na zona Norte devido às suas características geológicas e estruturais que a distinguem das restantes zonas, como a existência de várias falhas activas. As nascentes termais localizam-se principalmente no Maciço Hespérico e nas Orlas Meso-Cenosóicas Ocidental e Meridional, relacionadas com falhas activas e/ou diapiros salinos, que enriquecem a água em cloretos, sulfatos, sódio e cálcio. O potencial geotérmico de Portugal encontra-se relacionado com aspectos essencialmente tectónicos, que favorecem a ascenção rápida dos fluidos, que assim sobressaem dos valores regionais de gradiente geotérmico.
Do ponto de vista químico, são frequentes as águas bicarbonatadas e cloretadas, predominantemente sulfúreas, caracterizadas pela presença de formas reduzidas de enxofre, elevados teores em sílica e de ião flúor e pH elevados. As águas do Maciço Hespérico são principalmente bicarbotadas ou cloretadas, apresentando pH superior a 8, as águas da Orla Meso-Cenosóica Ocidental são cloretadas/bicarbonatadas sódicas, com pH próximo da neutralidade, e as águas da Orla Meridional podem ser bicarbonatadas, sódicas ou cálcicas.
Este tipo de águas é utilizado em termas para balneoterapia, no tratamento de doenças que afectam a pele, ossos, aparelho respiratório, digestivo, etc., e para aquecimento, verificando-se assim o aproveitamento da energia geotérmica a elas associada.
João Francisco de Sousa, 10º1B

quinta-feira, junho 05, 2008

Evolução Biológica: Qual é o sentido da evolução?

Este trabalho, relativo à temática da evolução, desenvolveu-se a partir da seguinte questão problemática: “Qual o sentido da evolução?”.
Começou-se por tentar clarificar os conceitos inerentes ao tema, nomeadamente os conceitos de evolução, de evolução convergente e de evolução divergente.
A Evolução Biológica é entendida como consistindo no processo de transformação genética das espécies e consequente formação de novas espécies, em resultado da adaptação a meios em mudança contínua. A evolução é considerada convergente quando pressões selectivas semelhantes originam adaptações semelhantes em grupos taxonómicos não relacionados e é considerada divergente quando pressões selectivas diferentes levam a que uma ou mais populações relacionadas apresentem estruturas homólogas.
Darwin propôs a teoria da evolução através da selecção natural, teoria que veio a ser mais tarde apoiada mais tarde por novos dados científicos, constituindo o Neodarwinismo. Esta teoria assenta no conceito de variabilidade genética, a qual determina a existência de grande diversidade de combinações genéticas. Quando há alterações do meio, o mecanismo de selecção natural permite seleccionar as combinações genéticas mais aptas, desaparecendo as que têm menos capacidade adaptativa. Este processo leva à formação de novas espécies, com uma constituição genética própria.
A análise de diversos exemplos de percursos evolutivos, uns no sentido de uma complexidade crescente, outros subitamente interrompidos apesar de se tratar de espécies com elevado grau de complexidade e à partida com capacidade adaptativa,levam-nos a concluir que a evolução não apresenta um sentido definido. Na verdade, tudo indica que esta ocorre ao acaso, segundo as condições do meio que definem se uma espécie é mais ou menos apta, independentemente da sua complexidade. Para além disso, as mutações genéticas, que desempenham um importante papel na diversidade genética e, consequentemente na evolução, também opcorrem ao acaso.

Bibliografia:
GOULD, Stephen Jay, A Vida é Bela, Gradiva, 1º edição, Abril 1995
http://biovalsassina.blogspot.com/2006_02_01_archive.html (consultado a: 22.05.08)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Evolu%C3%A7%C3%A3o (consultado a: 25.05.08)
http://sti.br.inter.net/rafaas/biologia-ar/introducao.htm (consultado a: 28.05.08)


Inês Serrão, 11º 1A

segunda-feira, maio 05, 2008

Aluno do Colégio em segundo lugar nas Olimpíadas de Biotecnologia 2007/08

É com enorme satisfação e orgulho que informamos que o aluno Pedro Silva ficou em segundo lugar nas III Olimpíadas de Biotecnologia 2007/08.
A final decorreu hoje, dia 5/5/08, na Escola Superior de Biotecnologia, no Porto.

quinta-feira, maio 01, 2008

Aluno do Colégio Valsassina apurado para a Final Nacional das Olimpíadas de Biotecnologia 07/08

O aluno Pedro Silva, 12º 1A, é um dos 29 finalistas nacionais das III Olimpíadas de Biotecnologia.
A prova realizar-se-á no próximo dia 5 de Maio na Escola Superior de Biotecnologia, no Porto.


Para mais informações consultar: http://www.esb.ucp.pt/twt/olimpiadasbio/

quinta-feira, abril 10, 2008

2ª Eliminatória das Olimpíadas de Biotecnologia 2007/08

Resultados (provisórios) da 2ª eliminatória das Olimpíadas de Biotecnologia que se realizou no passado dia 9 de Abril.
  • Pedro Manuel Silva (17)
  • Joana Magalhães da Silva (16)
  • Ana Filipa Louro (14)
  • Guilherme Fonseca (14)
  • António Grilo (13)
  • João Pedro Palma (13)
  • Gonçalo Pinto (12)
  • Vera Carvalho (11)
  • Miguel Pereira da Silva (10)
  • Felipe Blauth (10)

- As pontuações apresentadas referem-se apenas às questões de escolha múltipla (máx. 20).
- A pergunta de desenvolvimento será corrigida pela organização.
- O apuramento para a final é da responsabilidade da organização das Olimpíadas de Biotecnologia. Segundo o regulamento, serão admitidos à final os concorrentes que tenham obtido as melhores pontuações a nível nacional.
- A Final está agendada para 5 de Maio.
- Para mais informações consultar o regulamento em http://www.esb.ucp.pt/olimpiadasbio/

quinta-feira, março 27, 2008

Semana Internacional do Cérebro 2008 - DeCiDe

Integrado na Semana Internacional do Cérebro realizou-se no passado dia 11 de Março, no Pavilhão do Conhecimento Ciência Viva, o jogo DeCiDe - Debates Deliberativos para a Cidadania sobre Neurociências.
Através deste jogo os alunos do Colégio Valsassina (turmas 11º1A e 11º 1B) tiveram oportunidade de discutir questões relevantes sobre neurociências, de trocar opiniões e esclarecer dúvidas com um neurocientista.
Esta semana foi uma iniciativa internacional que pretedeu divulgar junto do público os progressos e os benefícios da investigação científica na área do cérebro.

quarta-feira, março 19, 2008

2ª Eliminatória das Olimpíadas de Biotecnologia

Alunos do Colégio Valsassina apurados para a 2ª eliminatória das III Olimpíadas de Biotecnologia, que se irá realizar no próximo dia 9 de Abril de 2008
  • Ana Filipa Louro, 11º1A
  • António Grilo, 12º 1A
  • Felipe Blauth, 11º 1A
  • Gonçalo Pinto, 11º 1A
  • Guilherme Fonseca, 11º 1A
  • Joana Magalhães da Silva, 11º 1A
  • João Pedro Palma, 11º 1A
  • Mariana Fragoso, 11º 1B
  • Miguel Pereira da Silva, 11º 1B
  • Pedro Manuel Silva, 12º 1A
  • Sara Porto, 11º 1A
  • Vera Carvalho, 12º 1A

Para mais informações carregar aqui.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Ciclo de conferências: Na Fronteira da Ciência

"Na Fronteira da Ciência" é o nome de um ciclo de conferências promovidas pela Fundação Calouste Gulbenkian (FCB).
Como diz João Caraça (director do serviço de ciência da FCB «A ciência dedica-se ao estudo dos fenómenos da natureza e das suas interacções. Sendo o universo infinito, o processo de o apreendermos, acompanhando o progresso da ciência, não pode parar nem retroceder. A fronteira pula e avança. Mas a ciência é também um poderoso veículo da cultura das sociedades contemporâneas e do exercício da cidadania. Por este motivo, torna-se necessário que cada vez se faça mais investigação e em melhores condições. O conhecimento científico está na base do espírito crítico, da atitude participativa, da verificação sistemática das condições do funcionamento da realidade de todos os dias».
Tendo em conta o trabalho desenvolvido no Colégio Valsassina consideramos de extrema utilidade a participação em conferências como as que são promovidas neste ciclo.
"Vacas loucas, leveduras neuróticas e regresso ao futuro" foi o tema de uma conferência apresentada pelo Dr. Tiago Fleming de Oliveira, do Inst. de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa, na qual o Colégio esteve representado pelos alunos de Biologia das turmas 11º1A e 11º1B.
Resumo da conferência
Doenças neurodegenerativas como Alzheimer, Parkinson, ou a doença das “vacas loucas” estão associadas com alterações na estrutura de várias proteínas, e com a sua deposição sob a forma de aglomerados proteícos. A maioria dos casos destas doenças são esporádicos, sendo o envelhecimento o maior factor de risco conhecido.
Desconhece-se ainda o papel dos aglomerados proteícos na doença, sendo possível que tenham efeitos nocivos ou, pelo contrário, protectores, sendo esta uma questão fundamental nesta área de investigação.
A levedura Saccharomyces cerevisiae está entre os organismos modelo mais utilizados em laboratório, tendo tido um papel crucial na elucidação de processos biológicos complexos envolvidos em cancro, morte celular, transporte intracelular, e no controlo de qualidade das proteínas.
No laboratório exploramos as leveduras e outros organismos modelo para estudar a base molecular das doenças neurodegenerativas e assim descobrir novas vias envolvidas na biologia das proteínas associadas com as diferentes doenças.
Várias ferramentas moleculares, como proteínas fluorescentes, permitem observar fenómenos biológicos em células ou organismos vivos, sendo assim possível estudar os processos em tempo real. Novos avanços tecnológicos têm também permitido utilizar proteínas que se pensavam nocivas para aplicações sofisticadas, que nos podem abrir novas portas no futuro para melhorar as condições de vida.

1ª Eliminatória das Olimpíadas de Biotecnologia 07/08

Resultados da 1ª eliminatória das Olimpíadas de Biotecnologia 07/08.
  • 11º 1A - JOANA MAGALHÃES DA SILVA (20)
  • 12º 1A - ANTÓNIO LIMA GRILO (20)
  • 12º 1A - VERA SOFIA CARVALHO (20)
  • 12º 1A - PEDRO MANUEL SILVA (19)
  • 11º 1A - JOÃO PEDRO PALMA (18)
  • 11º 1A - ANA FILIPA LOURO (17)
  • 11º 1B - MARIANA FRAGOSO (17)
  • 11º 1A - FELIPE LINS BLAUTH (15)
  • 11º 1A - GONÇALO PINTO (15)
  • 11º 1A - SARA PORTO (15)
  • 11º 1A - GUILHERME FONSECA (14)
  • 11º 1A - MIGUEL PEREIRA DA SILVA (14)
  • 11º 1A - ISABEL CARDOSO PINTO (13)
  • 11º 1A - INÊS SERRÃO (13)
  • 11º 1B - MARIANA CLARO (13)
  • 11º 1A - MIGUEL SELEIRO (13)
  • 11º 1B - SOFIA MATOS (13)
  • 11º 1A - CARLOS RUIVO (12)
  • 11º 1A - RITA TAVARES (12)
  • 11º 1B - DIOGO MARQUES (11)
  • 11º 1B - TERESA BRAGA (11)
  • 11º 1A - ANA RITA MATIAS (10)
  • 11º 1A - ANDRÉ DIAS CORREIA (8)

Os resultados apresentados referem-se apenas à parte das questões de escolha múltipla (pontuação máxima: 20). As questões de desenvolvimento serão corrigidas pela organização das OB.

Para mais informações sobre esta competição carregar aqui.

terça-feira, fevereiro 05, 2008

quarta-feira, janeiro 23, 2008

O Darwinismo e a "Mão Invisível"

Acredita-se que nenhuma espécie que tenha existido desde o início da Terra até aos dias de hoje tenha tido tanta influência a nível global como o ser humano. Todas as extinções e os crescimentos de populações em massa têm tido razões naturais, pelo menos até agora.
A Natureza, ou seja, o enorme e complexo conjunto de seres existentes na Terra, criam condições novas ou apenas mantêm-se, as quais justificam a inconstância do conceito de mais apto, sugerido pela teoria de Charles Darwin. Todas as evoluções, desde que os primeiros seres vivos apareceram, dependeram e dependem das circunstâncias a que estes estão sujeitos, ou passam a estar sujeitos.
Para Darwin, ao contrário do que Lamarck afirmava, não só as mudanças de ambiente provocam esse mecanismo de evolução, mas o próprio ambiente em si, e as condições que este impõe ao longo do tempo a todos os seres que habitam este planeta. Mas também afirma que só é possível haver evolução se já houver uma predisposição para que esta ocorra. Estou a falar da variabilidade inter e intra-específica. É preciso ver que o Darwinismo também tem em conta o tempo, factor que aliado à variabilidade intra-específica e à reprodução, gera esse mecanismo chamado evolução.
De uma maneira muito resumida, a evolução é a forma como uma ou mais espécies progridem ao longo do tempo, que pode ser avaliada pelo tamanho relativo das suas populações. Todo o habitat tem as suas características, que ditam qual o ser vivo que mais se adequa aquele lugar, isto é, o mais apto; aquele que tem mais condições naturais para sobreviver, alimentar-se e reproduzir-se. Isto é nada mais, nada menos, do que a Selecção Natural.
Mas o problema com que nos defrontamos é que esta evolução era mesmo natural, até que o Homem, com as suas ambições de poder e domínio de terras e bens, tornou esta evolução de certa forma artificial, gerada pelo próprio Homem. Isto seria vantajoso, se não fosse por esta evolução ter tomado proporções desmedidas tal que o Homem já não as consegue controlar.
Temos como exemplo a proporção do crescimento populacional de 100 milhões de anos, após a era glaciar, e a dos últimos 10 milhões de anos. Tanto para um como para o outro, o aumento foi de mil vezes a população original. Mais impressionante é o que os números nos mostram acerca dos últimos 200 anos. Em 1830 a população humana terrestre atingiu os primeiros mil milhões, e hoje regista o incrível valor de 6 milhões de habitantes!
A este passo, é difícil prever como é que iremos sustentar as nossas necessidades. As necessidades deste número sem fim previsto, que cada vez consome mais e mais. Os seres vivos sempre foram dependentes da quantidade de recursos naturais disponíveis. Sempre assim funcionou, até que o Homem conseguiu usá-los de uma maneira muito mais eficiente que qualquer espécie, e estes recursos em massa implicaram um crescimento em massa da população humana. O crescimento continuou, e ainda continua, a um ritmo indescritível, mas os recursos têm os seus dias contados.
Tudo isto terá grande parte no futuro do nosso planeta e da sua biodiversidade. Quando falamos do impacto do Homem, não só falamos da exploração excessiva de recursos, como também tratamos de assuntos como poluição, destruição de habitats e todos as outras coisas que isto implica, tal como o aumento do efeito de estufa e o aquecimento global. Se não houver uma mudança drástica na mentalidade das pessoas, não só fazê-las saber, mas também actuar, o futuro do nosso planeta, e consequentemente o nosso futuro e o de todas as outras espécies que conhecemos hoje, terá um final trágico.
Em 1776, Adam Smith introduz o termo “Mão Invisível”, em “A riqueza das nações”, para explicar o que é que coordenava as relações entre indivíduos numa economia de mercado sem uma entidade identificável que fosse coordenadora destas relações. Em 2002, num texto de opinião no Jornal de Letras, João Caraça adapta este termo para a dimensão biológica, dizendo que “é tempo de darmos uma ajuda à mão invisível biológica que faz pulsar a nossa espécie, reconhecendo-nos mutuamente, interpretando o passado histórico e preparando o futuro, colectivo e planetário”. Compara ainda, que caso contrário, teremos de olhar para o espaço tal como os seres humanos de há 110 mil milhões de anos atrás tiveram de olhar para as montanhas, a única escapatória para a subida do mar.
“A alteração climática que experimentamos indica que uma bifurcação se aproxima. Sabemos que, na evolução das espécies, não há repetições, nem se pode voltar atrás. Precisamos de engendrar novas soluções” Acaba assim o texto de João Caraça. À medida que o tempo passa, estamos cada vez mais perto de uma nova mudança na evolução da nossa espécie, e se queremos continuar tal como nos conhecemos, é necessário voltarmos 50 anos atrás no tempo e regredir na nossa evolução, para não continuarmos a forçar o limite do planeta e cairmos no erro de voltarmos, não 50, mas milhares de milhões de anos atrás. Se realmente temos poder sobre a Selecção Natural, se realmente podemos controlar a Mão Invisível, então somos capazes de controlar o nosso destino e principalmente o destino do planeta onde habitamos.
Felipe Lins Blauth, 11º 1A

terça-feira, janeiro 22, 2008

Gritos de alarme...

Os gritos de alarme lançados hoje por ecologistas e não só não serão apenas mais uma estrofe na litania que é a existência da Terra, tão cheia de cassandras e de profetas da desgraça? Estarão estas preocupações fundamentadas em factos devidamente estabelecidos?
Aos que defendem a urgência de uma efectiva preservação da biodiversidade no nosso planeta poder-se-á objectar que a História da Terra está repleta de extinções. A vida está constantemente em mudança. Algumas espécies desaparecem; outras, melhor adaptadas, desenvolvem-se. Porque havemos hoje de recusar a ideia de que as espécies desaparecem? Não será essa uma das leis da natureza?
É certo que o número de espécies tem mudado ao longo do tempo. A Evolução, obrando durante milhares de milhões de anos, faz com surjam constantemente novas espécies enquanto outras desaparecem.
As extinções, ocorridas em períodos geológicos de cataclismos (colisões de meteoritos, vulcanismo à escala planetária), bem como devido a perturbações de várias ordens como as alterações climáticas, são posteriormente “compensadas” com a chegada de novas espécies, mais aptas, alimentando-se deste modo o processo evolutivo.
Desde há aproximadamente dez mil anos, com o surgimento da agricultura e do pastoreio, que o Homem causou inúmeras extinções. A partir da Revolução Industrial o ritmo de perda de biodiversidade sofreu um enorme e cada vez maior crescimento.
Pode estabelecer-se uma relação entre a situação actual e a enorme catástrofe biológica ocorrida há sessenta e cinco milhões de anos. Por essa altura, um meteorito de grandes dimensões entrou em rota de colisão com a Terra e em bateu na região do México. Os efeitos foram aterradores. O impacto provocou a libertação de uma quantidade de energia correspondente a centenas de milhões de bombas atómicas. Pensa-se que esta colisão terá levado à extinção dos grandes répteis, como os dinossauros, assim como mais de 50 % das espécies da Terra. O impacto foi muito breve: poucos segundos para a colisão, inúmeros decénios para as consequências biológicas e climáticas.
Em Geologia chama-se “Era Secundária” ao período de tempo que precede estes fenómenos e “Era Terciária” ao que se lhes seguiu, distinção cronológica que tem origem precisamente na grande diferença entre os fósseis anteriores e posteriores àquela data. Os mamíferos, cuja origem remontava já há mais de uma centena de anos, tiveram a partir daí um desenvolvimento extraordinário, que levou então à aparição dos primeiros primatas, dos hominídeos e posteriormente do Homo Sapiens.
Posto que vivemos actualmente grandes convulsões cujas consequências podem ser comparadas às que provocaram este virar de página na História da Terra, a crise contemporânea é muitas vezes denominada “sexta extinção” devido ao facto de vivermos num período de galopante e muito preocupante taxa de desaparecimento de espécies. A acção do homem é apontada como a grande causa para este desastre. As alterações climáticas são um dos mais graves problemas com que o planeta já se debateu e já foram apelidadas como o maior desafio do século XXI. Nunca a concentração de gases com efeito de estufa foi tão grande e com a mudança climática descontrolada podem surgir verdadeiras catástrofes de várias ordens porque os ecossistemas e as espécies não são capazes de aguentar uma mudança climática rápida
Calcula-se que actualmente a taxa anual de extinções seja, 1000 vezes maior que a anterior à era industrial e que mais de 30 % das espécies possão ter desaparecido em 2050, sem nenhuma garantia de que o fenómeno pare aí.
Assim, a selecção natural ou persistência do mais apto, defendida por Darwin em A Origem das Espécies, representa o processo pelo qual se dá a “conservação das diferenças e das variações individuais favoráveis e à eliminação das variações nocivas”. No entanto, segundo alguns defensores do neodarwinismo, Darwin cometeu um erro ao afirmar que “estas transformações [são] lentas e progressivas”. Pelo contrário, e uma vez que a Evolução se processa por meio da extinção dos indivíduos com características menos favoráveis, então o ritmo de evolução é fruto do acaso e não gradual, dependendo apenas das adaptações dos seres vivos relativamente ao meio em que habitam. Deste modo, as alterações climáticas poderão ser consideradas, actualmente, o principal agente no mecanismo da Evolução.

Joana Magalhães da Silva, 11º 1A

Bibliografia:
REEVES, Hubert; LENOIR, Frédéric . A Agonia da Terra . Gradiva Publicações . 2006

A mão invisível: o papel das alterações climáticas no processo de selecção natural

A evolução por selecção natural, conceito fundamental proposto por Darwin, é uma teoria sobre as origens da adaptação, complexidade e diversidade dos seres vivos que habitam a Terra.
No essencial, o conceito defende que pequenas diferenças, aleatórias e hereditárias, entre vários indivíduos resultam em possibilidades diferentes de sobrevivência e reprodução: sucesso para alguns, morte sem descendência para outros. O mecanismo é simples: os indivíduos que, num determinado espaço e tempo, possuem caracteres mais favoráveis, têm maior probabilidade de sobreviver e de os transmitir à geração seguinte. Esta eliminação selectiva natural conduz a mudanças significativas na forma, dimensão, defesa, cor, bioquímica e comportamento dos respectivos descendentes.
Parafraseando Darwin, “pode dizer-se, metaforicamente, que a selecção natural procura, a cada instante e em todo o mundo, as variações mais ligeiras; repele as que são nocivas, conserva e acumula as que são úteis; trabalha em silêncio, insensivelmente, por toda a parte e sempre, desde que a ocasião se apresente para melhorar todos os seres organizados relativamente às suas condições de existência orgânicas e inorgânicas. Estas transformações lentas e progressivas escapam-nos até que, no decorrer das idades, a mão do tempo as tenha marcado com o seu sinete e então damos tão pouca conta dos períodos geológicos decorridos, que nos contentamos em dizer que as formas viventes são hoje diferentes das que foram outrora.”
As rápidas alterações climáticas registadas nas últimas décadas estão, no entanto, a perturbar este processo. Se é um facto incontestável que variações bruscas no clima são uma constante na história do planeta, é também verdade que essas modificações se processam hoje a um ritmo constante, repetido, e não cíclico, causando, por isso, perturbações nos ecossistemas, e agravando o estado de espécies atingidas por outros factores negativos, como a perda de habitat, a poluição ou a introdução de espécies invasoras.
Tal é o caso dos recifes de coral que, estando já afectados pelas contínuas pressões causadas pela poluição e destruição por embarcações, atingem agora o limiar de tolerância em termos do aumento da temperatura da água. O contínuo aquecimento das águas pode traduzir-se na extinção dos recifes, caso não sejam encontradas colónias resistentes à subida de temperatura.
Um estudo publicado pela revista Nature (2004) sobre os possíveis impactos de um cenário de alterações climáticas moderadas em 1.103 espécies de mamíferos, aves, anfíbios, répteis, borboletas e outros invertebrados, em seis zonas ricas em termos de biodiversidade, mostrou que 15 a 37% dessas espécies poder-se-ão extinguir até 2050. Segundo Lee Hannah, um dos co-autores, o “estudo mostra que as alterações climáticas são a maior ameaça à biodiversidade”, isto porque aceleram o processo de selecção natural, determinado por modificações ambientais antropogénicas, tornando-o quase ininterrupto. As alterações no meio tornam-se tão bruscas e extremas, que dificilmente são encontrados indivíduos mais aptos ao novo clima, traduzindo-se no desaparecimento de espécies, com consequente perda de biodiversidade.
De acordo com o UICN (Congresso da União Internacional para a Conservação da Natureza), realizado na Tailândia, pelo menos 27 espécies foram extintas nos últimos 20 anos, evolução que, de outro modo, demoraria muito mais tempo.
O clima – ou a sua ruptura, tal como o conhecíamos – transformou-se no tema “quente” do momento, e a necessidade de acção para prevenir um desastre irreparável parece imergir finalmente como prioridade mundial. Cada vez mais as alterações climáticas são um factor invisível, uma mão que se interpõe no “pulsar” biológico.
Citando Jeffrey McNeely, “cada vez que perdemos uma espécie, estamos a cortar uma cadeia de vida que evoluiu há 3,5 mil milhões de anos”.
Ana Filipa Louro, 11º 1A


Bibliografia:
Darwin, C. A Origem das Espécies; Lello e irmão editores, Porto. 505pp.
Gallavotti, B. (2002); Segredos da vida; Asa editores, Portugal, 95pp.
Dias da Silva, A; Gramaxo, F; Santos, M.E; Mesquita, A.F; Baldaia, L; Félix, J.M. (2007); Terra, Universo de Vida, 1ªparte; Porto Editora, Portugal. 192pp.
www.ambienteonline.pt (20.12.07)
www.quercus.pt (22.12.07)
www.ecosfera.publico.pt (20.12.07)

sábado, novembro 24, 2007

Reactivados os aquários do Colégio Valsassina

Os aquários do Colégio Valsassina estão de novo com vida. Nas últimas semanas um grupo de alunos do secundário, liderados por João Pedro Palma e Vasco Castelo Branco (11º 1A), procederam à concepção e montagem dos aquários existentes no laboratório de Biologia do liceu.
O povoamento dos aquários foi possível devido ao apoio do Aquário Vasco da Gama que cedeu ao Colégio alguns exemplares vivos de peixes de água quente e dois anfíbios (dois axolotes).

De referir que o Museu do Aquário Vasco da Gama detém um património histórico e científico de valor incalculável, exibindo uma grande variedade de animais marinhos conservados em meio líquido e naturalizados, bem como réplicas em fibra de vidro e resinas sintéticas. É no entanto a "Colecção Oceanográfica D.Carlos I” o seu espólio mais valioso. As colecções expostas permitem a observação de exemplares cuja manutenção em cativeiro é difícil ou mesmo impossível, como por exemplo animais de grande porte, de zonas profundas ou mesmo espécies raras.
A exposição de seres vivos oferece uma imagem colorida e dinâmica do mundo subaquático, exibindo uma grande diversidade de animais em tanques e aquários onde se recriaram os ambientes naturais das espécies. Esta preocupação resulta da importância cada vez maior atribuída à Educação Ambiental, com o objectivo de sensibilizar os visitantes para a Protecção e Conservação da Natureza (in. http://aquariovgama.marinha.pt/AVGama/Site/PT/SobreAvg/o_avg/).

sexta-feira, novembro 23, 2007

O ensino experimental na semana da ciência e tecnologia.

Um dos objectivos do projecto educativo do Colégio Valsassina é o da partilha de experiências entre os elementos da comunidade escolar. É neste âmbito que se tenta orientar a actividade da escola e os projectos em está envolvida para a vertente da aprendizagem pela experiência.
Durante a Semana da Ciência e Tecnologia, que agora se encerra, foram dinamizadas actividades no âmbito dos «Laboratórios Abertos». Esta iniciativa é levada a cabo pelos departamentos de Biologia e de Físico-Química. Nesta iniciativa, de partilha de conhecimentos, são os alunos mais velhos, dos 11º e 12º Anos, que explicam, de forma simples, clara e lúdica, aos colegas mais novos, como se trabalha nos laboratórios e desvendam uma pequena parte do grande mundo da ciência.
O ensino experimental está, logicamente, em evidência durante este período. A partir de actividades práticas e laboratoriais, os alunos mais novos percebem um pouco do que se faz em ciência e ficam a conhecer um pouco mais do mundo que nos rodeia.
Foi com agrado que se registou este ano uma grande afluência aos laboratórios abertos.
Esperamos que no próximo ano a mesma postura seja mantida e que tal como este ano os laboratórios abertos sejam uma actividade do interesse de todos e que consiga despertar e estimular o interesse dos mais novos para a ciência.

António Grilo

Semana da Ciência & Tecnologia 2007





terça-feira, outubro 02, 2007

A quarta vaga...

Biotecnologia é a aplicação de conceitos científicos e de engenharia, usando agentes biológicos, para obter bens e serviços. A Biotecnologia não é uma disciplina, mas um campo de actividade interligando várias áreas científicas e tecnológicas. Cerca de 5000 a.C. o Homem reparou na actividade de Scharomyces cerevisae produzindo cerveja.
Já nos anos 40 do século XX a Biotecnologia permitiu a produção massiva da Penicilina. Em 1953 Watson e Crick revolucionam as ciências com a descoberta da estrutura do DNA. Em 1965 é decifrado o código genético. Estas descobertas afirmam as capacidades da Biotecnologia e permitiram a sua generalização: agricultura, indústria, gestão de resíduos, medicina.
Os primeiros produtos da biotecnologia clínica foram os Anticorpos Monoclonais (1975), produzidos por um rato como reacção ao antigénio desejado, a insulina recombinante (1982) e recentemente factores de crescimento de hemaceas e palifermina. Por volta de 1990 começou a trabalhar-se em terapia génica – TG, isto é, no tratamento de doenças genéticas através da correcção ou inactivação de genes deficientes por sequências de nucleótidos. A TG abre possibilidades no tratamento, do: cancro, doenças genéticas e da SIDA. Actualmente contempla apenas as células somáticas. As vacinas de DNA que, embora ainda numa fase embrionária, são um caso de TG digno de referência. Surgiram também novas formas de activar a resposta imunitária através de material viral – as VLP, virus-like particles e as CLP, core-like particles.
Há muitas questões em aberto: Para onde caminhamos? Os fins justificam os meios? A TG é um desejo ou uma realidade?
Contudo, a resposta da sociedade a estas técnicas engloba perspectivas individuais e colectivas, sócio-culturalmente divergentes raramente permitindo conclusões ou consensos entre diferentes facções.
Tendo por base esta teia complexa, eis a minha visão de um possível futuro sobre a relação Biotecnologia/Medicina, sendo que todos os processos e técnicas continuam em estudo e continuarão até se provar a sua eficácia e segurança: O aprofundar dos conhecimentos da biologia celular, e da relação célula/organismo, é um factor essencial para o sucesso da terapia génica, tal como o esclarecimento dos efeitos funcionais da proteína que se pretende substituir ou silenciar através da TG.
Adquiridos estes conhecimentos e planeadas as estratégias terapêuticas, permanece ainda por desenvolver um sistema eficaz de transferência génica em que a expressão da proteína terapêutica torne possível transformar um ser doente num saudável. Vacinas acessíveis a todos de administração fácil são já ansiadas e serão, seguramente, uma realidade. A utilização de animais transgénicos como modelos de doenças humanas será uma via a seguir. Para mim a saúde humana está em primeiro lugar. Diz-se que o homem não pode utilizar as outras espécies servindo-se delas em seu próprio benefício, argumentando-se que todos têm os mesmos direitos.
Mas será que não podemos explorar as possibilidades que temos hoje, fruto da evolução, sobretudo quando se colocam questões prioritárias de saúde pública.
Acredito que os meus filhos e os meus netos não verão a TG como objectivo mas como realidade.Toffler, em "A terceira vaga", sugere que as grandes mudanças registadas ao longo da História ocorreram em três ondas civilizacionais: a da agricultura, a da industria, e a da globalização. Acrescento uma quarta vaga: a do triunfo da biotecnologia à escala global.
António Grilo
(texto apresentado no concurso biotecnasescolas.com)