domingo, março 13, 2011

Dia DN com a investigadora Claudia Lobato da Silva


No passado dia 25 de Fevereiro decorreu, no Colégio Valsassina, um debate sobre células estaminais no âmbito do Dia DN. Os cerca de 100 alunos do ensino secundário, do curso de Ciências e Tecnologias tiveram oportunidade aprofundar os seus conhecimentos sobre este tema assim como para conhecer um pouco sobre o trabalho desenvolvido por Claúdia Lobato da Silva. Professora Auxiliar do Departamento de Bioengenharia do IST, esta investigadora realiza as suas actividades de investigação na área de Bioengenharia de Células Estaminais no Instituto de Biotecnologia e Bioengenharia (IBB) no IST. Participa ainda no Programa MIT-Portugal, área de Bioengenharia.uma professora e investigadora.




Esta actividade que se enquadrou no âmbito do projecto Nescolas, foi dinamizada pela equipa constituída pelos estudantes do 10º1A, Gonçalo Marta, Sofia Correia e Catarina Cavaco (com 15 anos) e Max Ferreira (com 16).
A investigação em células estaminais e os seus potenciais usos tem sido alvo de frequentes notícias nos media e de discussão na sociedade. De uma forma geral, há a tendência para considerar o uso das células estaminais como uma espécie de seguro de saúde que pode vir a salvar vidas no futuro. Foi este o ponto de partida para a conversa entre a investigadora e a plateia, que estava cheia de perguntas e dúvidas.



A investigadora mostrou-se muito disponível para responder a todas as questões que lhe foram colocadas o que contribuiu para o dinamismo da sessão e diversidade de assuntos abordados.
Segundo a investigadora, as células estaminais são células indiferenciadas que podem dar origem aos diferentes tipos de células de um organismo. Estas células têm ainda capacidade de se auto-renovar. Isto significa que uma célula estaminal ao dar origem a uma célula mais especializada (diferenciada) dá também origem a uma cópia idêntica de si mesma, e tem também capacidade de se multiplicar aumentando o número de células estaminais. Existem diferentes tipos de células estaminais. Durante o desenvolvimento embrionário, estas células especializam-se, originando os vários tipos de células do corpo, desde as células do músculo cardíaco, células nervosas, glóbulos vermelhos ou células da pele, ou mesmo, por exemplo, as células que fazem parte do olho.

Deste modo, a maior potencialidade das células estaminais é sua aplicação terapêutica, podendo ser úteis no tratamento de doenças cardiovasculares, neuromusculares, ósseas e anomalias sanguíneas.

O facto de frequentemente se encontrar nos media anúncios para a recolha e criopreservação de células estaminais motivou algumas perguntas. Foi assim possível verificar que, em relação às células do sangue do cordão umbilical, estas são utilizadas para o tratamento de doenças do foro hemato-oncológico, ou seja, anemias, leucemias, linfomas ou doenças raras a nível do sangue. A nível do fragmento do cordão umbilical, neste momento, as potencialidades das células mesenquimais ainda se encontram em fase de estudo, razão pela qual apenas conservamos um fragmento do cordão umbilical
Enquanto as células estaminais do sangue umbilical estão a ser cada vez mais utilizadas para o tratamento de doenças do sangue, do sistema imunitário e alguns tipos de cancro, como a leucemia, as células estaminais mesenquimais são “peritas” em reparação e regeneração

Questionada sobre o futuro da investigação, a investigadora referiu que este deve incluir as células estaminais mesenquimais, extraídas do fragmento do cordão umbilical. Estas apresentam uma potencialidade enorme no campo da medicina regenerativa, nomeadamente na regeneração de tecido cardíaco, enxertos, etc.. Há, por isso, uma expectativa muito grande por parte da comunidade científica.

Para além das questões científicas, os alunos presentes aproveitaram a ocasião para conhecer como e onde se faz ciência em Portugal, e quais os cursos universitários que podem ter ligação com esta área de investigação. Foi com agrado que a investigadora partilhou o seu orgulho em fazer parte da comunidade científica portuguesa, a qual está ao nível do que de melhor se faz a nível mundial. Claudia Lobato da Silva referiu que, “já tive a minha experiência no estrangeiro, foi muito enriquecedora”, mas neste momento tenho em Portugal todas as condições para realizar a minha investigação integrada numa equipa que revela grande dinamismo. Há ainda um percurso pela frente, nomeadamente no que diz respeito à promoção da ciência e sua comunicação junto da sociedade civil.

No final da sessão todos os alunos concordaram que estiveram à vontade e que “a simpatia da convidada ajudou imenso”. A convidada destacou que “é de salientar que são apenas alunos do 10º ano e que conseguem estar tão à vontade com o tema”.
Estas conferências inserem-se no concurso “DNEscolas” cujo prémio é uma viagem pela Europa aos grupos vencedores. Mas acima de tudo, são uma excelente oportunidade para estar em contacto com o que de melhor se faz no nosso país.


Ana Sofia Correia, Catarina Cavaco, Gonçalo Marta, Max Ferreira. 10º1A

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

1ª Eliminatória das Olimpíadas de Biotecnologia 2010/2011

Realizou-se no passado dia 16 de Fevereiro a 1ª Eliminatória das Olimpíadas de Biotecnologia 2010/2011.
Os resultados provisórios dos alunos do Colégio Valsassina são:

  • MARIANA MARTINHO 24 pts
  • TERESA DOUWENS 24 pts
  • ANA MARGARIDA DELGADO 22 pts
  • TERESA SILVEIRA 21 pts
  • BEATRIZ COSTEIRA 20 pts
  • MIGUEL SANTOS 20 pts
  • ANA SOFIA CAVACO 19 pts
  • MADALENA COSTA 19 pts
  • MARIA GONÇALVES 19 pts
  • NICOLAU ALBARRAN 18 pts
  • JESSICA MONTEIRO 17 pts
  • JOÃO ALVES 17 pts
  • LEONOR PAIS 17 pts
  • ANDRÉ PINTO 16 pts
  • HUGO BENTO 16 pts
  • RICARDO CRISTINO 16 pts
  • FREDERICO VILANTE 14 pts
  • EMMA RODRIGUES 14 pts
  • MARIA GAMBOA DIAS 14 pts
  • RITA MARQUES 14 pts
  • ALEXANDRA LOUÇÃO 13 pts
  • NOEMI FAMILIAR 12 pts
  • ANA CATARINA NUNES 11 pts
  • IARA RAMOS 9 pts

Os resultados apresentados referem-se apenas às questões de escolha múltipla (máx. 30 pts).
Mais informações em http://www.esb.ucp.pt/olimpiadasbio

Dia DN no Colégio Valsassina com Dra Cláudia Lobato da Silva- Células Estaminais



Mais informações em http://nescolas.dn.pt/index.php?a=roadshow1011&action=roadshowg&id=4

quinta-feira, novembro 25, 2010

Conferência sobre "Inovação e Tecnologia" - Prof. Doutor Luís Silveira

Semana da Ciência e da Tecnologia 2010
Conferência sobre "Inovação e Tecnologia", 25 Nov.
Prof. Doutor Luís Silveira


sábado, novembro 20, 2010

Semana da Ciência e da Tecnologia 2010

Que ciência se faz em Portugal? Quem são os nossos cientistas? Como trabalham? O que investigam? Que resultados obtêm? Estes foram os grandes objectivos de mais uma edição nacional da Semana da Ciência e da Tecnologia.
Durante a Semana da Ciência e da Tecnologia, de 22 a 25 de Novembro, instituições científicas, universidades, escolas, associações, museus e Centros Ciência Viva de todo o País abriram as suas portas ao público, lançando um convite irrecusável para uma viagem pelo conhecimento.
O Departamento de Biologia do Colégio Valsassina associou-se a esta semana através de várias actividades:
- laboratórios abertos;
- conferências;
- construção de modelos de células eucarióticas 3D (7º ano)
- exposição (vida e obra de Darwin)

Conferência com Prof. Doutor António Pedro Carmona Rodrigues

quinta-feira, julho 01, 2010

Células estaminais - Um projecto desenvolvido em Biologia 12º ano

As células estaminais, são células animais que ainda não atingiram o grau de diferenciação e especialização que lhes permita desempenhar uma função específica num determinado órgão, mas, são precursoras de células especializadas. As células estaminais são conhecidas há já vários anos, principalmente devido aos trabalhos realizados em tecidos embrionários obtidos de animais de experimentação. Contudo são ainda desconhecidas por uma parte muito significativa da população, assim como existem ideias erradas sobre as suas origens e potencialidades.
Neste contexto, de referir que o transplante de células estaminais hematopoiéticas do sangue do cordão umbilical é uma das terapias disponíveis para tratamento de doenças hematológicas/oncológicas. Mas, por exemplo, a possibilidade de utilização para tratamento de doenças do foro não hematológico, como as doenças neurodegenerativas, diabetes, doenças gastrointestinais, disfunções hepáticas e lesões vasculares, vem potenciar o uso futuro das células estaminais do sangue do cordão umbilical no contexto autólogo.
Contribuir para um maior conhecimento deste tipo de células, como são obtidas e quais as suas potencialidades foi um dos projectos em destaque na disciplina de Biologia do 12º ano, em 2009/2010.

A relação Ciência e Tecnologia, Ciência e Qualidade de Vida, Ciência e Sociedade são os elementos nucleares dos trabalhos realizados.
Apresentamos de seguida alguns dos trabalhos realizados sobre Células Estaminais.

Células estaminais (V)

Células estaminais (IV)

Células estaminais (III)

Células estaminais (II)

Células estaminais (I)

sábado, maio 22, 2010

22 Maio - Dia da Biodiversidade

Em 2010 comemora-se o Ano Internacional da Biodiversidade, uma iniciativa das Nações Unidas para promover a consciencialização da sociedade no que respeita à importância da biodiversidade, às ameaças que enfrenta, e à urgência dos esforços para promover a sua conservação.
A Ciência Viva junta-se a estas comemorações, promovendo o envolvimento da comunidade educativa e científica em projectos sobre a biodiversidade.
Em particular as equipas do Colégio Valsassina, "Rainhas da Natureza" (desafio "Ostras e Poluição") e "Grace" ("Caça à minhoca") vão apresentar uma comunicação no Pavilhão do Conhecimento, dando assim a conhecer o trabalho que desenvolveram, e que foram premiados.
O Programa completo pode ser consultado AQUI.

Equipa do Colégio Valsassina vence desafio "Ostras e Poluição" da Agência Ciência Viva

A Equipa "Rainhas da Natureza", constituída pelas alunas Alexandra Pereira, Carolina Madeira, Catarina Soares e Mariana Monteiro, da turma B do 8º ano, venceram o concurso dinamizado no âmbito do desafio "Ostras e Poluição", do Projecto "Oceanos, Biodiversidade e Saúde Humana", da Agência Ciência Viva.

Equipa "Grace" do Colégio Valsassina vence desafio Ciência Viva - "Caça à Minhoca"

As alunas Margarida Costa e Rita Ferrito (equipa Grace), da turma B do 12º ano, venceram o Desafio "Caça à Minhoca - a selecção natural em acção".
Nesta actividade os alunos foram desafiados a investigar se a coloração das minhocas afecta a probabilidade destas serem devoradas pelos pássaros.
A comunicação do trabalho devia ser feita na forma de documentário científico/artigo científico.

Para mais informações consultar http://www.darwin2009.pt/escola/desafios/passaros/


Resumo do Trabalho
Caça à Minhoca: A selecção natural em acção

Ana Rita Ferrito; Margarida Marques da Costa
Departamento Biologia, Colégio Valsassina

“Continuo a compilar todo o tipo de provas que possam ajudar a compreender a origem e a variabilidade das espécies.”
Charles Darwin numa carta para J. S. Henslow, Novembro 1839.

Abstract
Searching for an explanation for species’ evolution, Charles Darwin started his studies with pigeons as direct agents in artificial selection.
According to Darwin, if it is possible such variety from artificial selection then there might be a selection caused by environmental factors in the wild, known as Natural Selection.
Same specie’s organisms have some differences. There is a Natural Selection which will make the ones whose characteristics are more useful for that specific environment prevail while others will perish.
This project’s main purpose is testing natural selection on worms caused by birds. According to Darwin, there were used artificial selection processes during these tests.
Key-words: Darwin; Natural Selection; Worms; Birds.

terça-feira, maio 04, 2010

AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DO AMBIENTE NA RIA FORMOSA ATRAVÉS DO ÍNDICE STI OBTIDO NUMA AMOSTRA DE OSTRAS (Crassostrea angulata)

INTRODUÇÃO
O Homem tem, desde sempre, eleito a zona costeira como local de fixação ou de passagem não só pela riqueza de recursos naturais, que a caracteriza, mas também por lhe proporcionar, por um lado, oportunidades de ligação com o mundo e, por outro, em muitas regiões, pela amenidade do clima.
Contudo, o desenvolvimento industrial e o fabrico de compostos químicos sintéticos têm provocado graves e diversos problemas nos ecossistemas. Estes compostos, ao entrarem nos ecossistemas (aquáticos e terrestres), acumulam-se nos organismos (animais e vegetais) alterando-lhes o funcionamento hormonal o que, em casos extremos, tem levado ao desaparecimento de numerosas espécies indígenas.
O presente trabalho foi realizado no âmbito do desafio “Ostras e Poluição: que ligação?”. Tem como objectivos: a) conhecer as características internas e externas das ostras; b) identificar, as diferenças de espessamento da concha; c) determinar o índice biológico STI e o nível de qualidade da zona em estudo.
Ao contrário do que grande parte das pessoas deve pensar sobre as ostras, elas fornecem-nos várias características muito importantes (tais como: volume, peso, tamanho, largura, espessura, coloração do miolo, contraste de coloração entre o bordo do manto e a sua restante superfície, a forma do bordo do manto) que nos podem sugerir o nível de poluição da zona em análise. Ou seja, as ostras são um importante indicador biológico tendo em conta que o desenvolvimento deste organismo reflecte as condições do ambiente onde se insere.
A investigação foi realizada com uma amostra de 31 ostras (Crassostrea angulata) provenientes da Ria Formosa. De referir que recolha das amostras foi realizada com o apoio de um pescador da região.

MATERIAL E PROCEDIMENTOS
O trabalho realizado baseou-se no protocolo fornecidos pela Agência Ciência Viva1, através do desafio “Ostras e poluição: Que ligação?”.
Para completar os dados fornecidos assim como a análise e interpretação dos resultados, procedemos uma revisão bibliográfica.

RESULTADOS E DISCUSSÃO
As ostras estão constantemente em contacto com o meio aquático acabando por isso por reflectir o estado de qualidade do local.
A partir da determinação do índice biológico STI, é possível aferir o estado de qualidade da água, neste caso da Ria Formosa. Pela análise da tabela I em anexo, é possível verificar que:
a) O valor médio do índice STI das ostras estudadas é 10.2 e o desvio padrão é de 4.4. Apenas uma amostra apresenta um valor menor que 1 e o valor mais alto (STI) das amostras é de 18.5, de uma forma geral as ostras apresentam valor entre os 7 e o 8.
Verificamos também que a maioria das ostras tem uma concha pouco espessada. Na presença de compostos como o TBT verificar-se-ia uma tendência para as ostras formarem uma forma esférica, o que espessava a sua concha3. Assim, de acordo com a tabela de qualidade para este índice, os dados obtidos sugerem um baixo nível de poluição. A apoiar estes dados, Agripino3 num estudo realizado em ostras verificou que as amostras estudadas da Ria Formosa eram caracterizadas por possuírem uma concha pouco espessada.
b) Relativamente ao contraste do miolo na maioria das amostras observadas a coloração é normal. Apenas 13 ostras em 31 tem o miolo demasiado escuro, e apenas uma tem o miolo demasiado claro tendo em conta a coloração das restantes.
Os bordos do manto são, na sua maioria, bem visíveis. Os dados levam-nos a supor que a maioria das ostras estudadas encontra-se saudável.
Os dados obtidos neste estudo sugerem então que as ostras da Ria Formosa estão saudáveis, e que a água do local tem um baixo nível de contaminação.
Num artigo disponível on line2, é referido que a implantação de estaleiros navais no Tejo e no Sado estiveram associados ao uso e abuso de tintas «antifouling» nos cascos dos navios que continham TBT, um composto altamente nocivo para a vida marinha, o que aniquilou completamente as colónias de moluscos existentes nos dois rios, nomeadamente as ostras. Assim se desintegraram comunidades que durante várias gerações haviam subsistido naquelas zonas. Os autores deferem que esta situação não se verificou nos estuários de alguns rios como o Mira e lagunas costeiras como a Ria Formosa2.
Nicolas Lémery2, reputado farmacêutico e químico do século XVIII dizia no seu «Traité des alimens»: As ostras excitam o sono; elas abrem o apetite; elas provocam os ardores de Vénus. Com este trabalho aprendemos que podemos acrescentar mais uma característica: as ostras são importantes bioindicadores.
Agradecimento: Este trabalho não se teria realizado sem a colaboração do Sr. Helder Larguito, pescador da Ria Formosa.

Trabalho realizado por
Carolina Fonseca, Alexandra Pereira, Mariana Monteiro e Catarina Soares, da turma B do 8º ano, no âmbito do desafio “Ostras e Poluição: que ligação?”, do projecto “Oceanos, Biodiversidade e Saúde Humana” da Agência Ciência Viva.
Todos os trabalhos estão disponíveis em http://www.cienciaviva.pt/rede/oceanos/participantes2.asp?desafio=5

Final Nacional das V Olimpíadas de Biotecnologia

O nosso participante na Final Nacional das V Olimpíadas de Biotecnologia, José Patto (12º1A) ficou em 5º lugar, entre cerca de 40 participantes de todo o país.
A final realizou-se na Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, no Porto, no passado dia 23 de Abril. Os participantes foram realizaram uma prova escrita e uma prova oral.
Os nossos parabéns pelo Bom Desempenho.

quinta-feira, abril 15, 2010

Final Nacional das V Olimpíadas de Biotecnologia

É com orgulho que informamos que os alunos Rita Ferrito e José Patto foram apurados para a Final Nacional das V Olimpíadas de Biotecnologia.
A Final realizar-se-á no próximo dia 23 de Abril, na Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica, no Porto.
Para mais informações consultar http://www.esb.ucp.pt/olimpiadasbio/.

domingo, março 21, 2010

Apurados para a 2ª Eliminatória das Olimpíadas de Biotecnologia 2009/2010

Alunos do Colégio Valsassina apurados para a 2ª eliminatória das Olimpíadas de Biotecnologia 2009/2010.

  • Ana Beatriz Costeira (11º1)
  • Ana Rita Ferrito (12º1B)
  • Bárbara Sales (11º1)
  • Catarina Pimenta (12º1A)
  • Hugo Bento (10º1)
  • João Sousa (12º1B)
  • José Patto (12º1A)
  • Madalena Garrido (12º1B)
  • Madalena Perdigoto (12º1B)
  • Maria Dias (11º1)
  • Matilde Conceição (12º1B)
  • Pedro Sá (10º1)
  • Ricardo Pedro (11º1)
A prova realizar-se-á dia 24 de Março.
Para mais informações consultar http://www.esb.ucp.pt/olimpiadasbio/

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

1ª Eliminatória das V Olimpíadas de Biotecnologia 2009/2010

Realizou-se no passado dia 24/02/2010 a 1ª Eliminatória das V Olimpíadas de Biotecnologia 2009/2010.

Todos os alunos das turmas de Biologia do Colégio Valsassina participaram nesta prova.

As classificações relativas às questões de escolha múltipla foram:

JOÃO FRANCISCO SOUSA 18
JOSÉ MARIA PATTO 15
CATARINA PIMENTA 13
HUGO BENTO 12
RICARDO MIGUEL PEDRO 12
ANA BEATRIZ COSTEIRA 11
ANA RITA FERRITO 11
BÁRBARA SALES 11
MADALENA GARRIDO 11
MADALENA PERDIGOTO 11
MARIA DE GAMBOA DIAS 11
MATILDE CONCEIÇÃO 11
PEDRO SÁ 11
ANA CATARINA NUNES 10
CATARINA OLIVEIRA 10
MARIA LUISA GONÇALVES 10
MÓNICA SILVEIRA 10
ANDRÉ PEDRO 9
ANTÓNIO DELGADO 9
ANA FILIPA MENDES 9
ANA MARGARIDA COSTA 9
MARIANA MARTINHO 9
MARIA TERESA DOUWENS 9
MARTIM LICO 9
NOEMI FAMILIAR 9
VALENTIM CAETANO 9
ANA SOFIA CAVACO 8
ANA TERESA SILVEIRA 8
CATARINA FAROPPA 8
CATARINA GOMES 8
FRANCISCO NUNES 8
INÊS MOEDAS 8
JOÃO ALVES 8
LEONOR PAIS 8
ANA DELGADO 7
EMMA RODRIGUES 7
MADALENA COSTA 7
NUNO GUSMÃO 7
ANDRÉ PINTO 6
DIOGO MOREIRA 6
FREDERICO VILANTE 6
IARA RAMOS 6
MARIA LOUÇÃO 6
MARIANA DOTTI 6
NICOLAU GONÇALVES 6
MIGUEL SANTOS 5
RITA MARQUES 4
RICARDO CRISTINO 4


Para mais informações consultar: http://www.esb.ucp.pt/olimpiadasbio/

terça-feira, novembro 24, 2009

Semana da Ciência e Tecnologia 2009 - Dia 1

Exploração dos espaços verdes do Colégio Valsassina/Estudo da fauna do solo

domingo, novembro 08, 2009

Semana da Ciência e da Tecnologia 2009 - Programa detalhado

Já está disponível, em http://www.cienciaviva.pt/semanact/edicao2009/, o Programa detalhado das actividades a realizar no âmbito da Semana da Ciência e da Tecnologia 2009.

domingo, julho 12, 2009

Revista e-fabulations: Diário de bordo de uma viagem pela evolução

O artigo "Diário de bordo de uma viagem pela evolução" realizado pela equipa "We think" do Colégio Valsassina, no âmbito do concurso Darwin 2009, foi publicado na mais recente edição da revista e-fabulations.
Esta publicação pode ser consultada AQUI.

terça-feira, julho 07, 2009

Darwin 2009 - Equipa do Colégio Valsassina distinguida com Prémio especial de publicação e-Fabulations

Com base no desafio: Evolução de duas populações distintas de Drosophila melanogaster: selvagem e ebony foi proposto às escolas que elaborassem um documentário científico, na forma escrita ou de vídeo.
A equipa "We think" do Colégio Valsassina (Ana Filipa Louro, Guilherme Fonseca, Joana Silva - 12º1A) apresentou um trabalho a concurso o qual foi distinguido com o Prémio especial de publicação e-Fabulations.
Este trabalho pode ser consultado AQUI.

terça-feira, maio 12, 2009

Aluna do Colégio Valsassina vence final nacional das Olimpíadas de Biotecnologia

É com enorme orgulho que informamos que os nossos representantes na final nacional das Olimpíadas de Biotecnologia 2009, que decorreu no passado dia 11 de Maio, conquistaram o 1º e 4º lugar:
1º Lugar: Filipa Louro (12º 1A)
4º Lugar: Joana Silva (12º 1A)

terça-feira, maio 05, 2009

Final das Olimpíadas de Biotecnologia

É com orgulho que anunciamos a presença dos seguintes alunos do Colégio Valsassina na Final Nacional das Olimpíadas de Biotecnologia:
  • Ana Filipa Louro (12º 1A)
  • Joana Magalhães Silva (12º 1A)
  • Jorge Ferreira (11º1A)

A final realiza-se no próximo dia 11 de Maio na Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica do Porto.

Para mais informações consultar http://www.esb.ucp.pt/twt/olimpiadasbio/

sábado, abril 04, 2009

Saída de campo ao PNSE (2) - Flora e Vegetação

A Flora e a Vegetação do PNSE apresentam características únicas em Portugal, que se traduzem, por um lado, na existência de cinco espécies, duas subespécies e sete formas e variedades estritamente endémicas da Serra da Estrela (SILVA & TELES, 1986) e por outro, numa zonação altitudinal muito característica, que é fruto da elevada altitude da Serra.Em termos de conservação, no que diz respeito à flora, encontram-se no Parque nove espécies de plantas incluídas no anexo II, cinco espécies incluídas no anexo IV e 23 espécies incluídas no anexo V da Directiva 92/43/CEE (“Directiva Habitats”) (JANSEN, 1997).No que se refere à zonação altitudinal, segundo SILVA & TELES (1986), a vegetação da Serra da Estrela encontra-se diferenciada em três andares, cujos limites podem oscilar, sensivelmente, de acordo com o local considerado: andar basal (até 800-900 metros), andar intermédio (de 800 a 1600 metros) e andar superior (acima dos 1600 metros).O andar basal, de acentuada influência mediterrânica, está sujeito a um aproveitamento cultural intenso por parte das populações, pelo que a vegetação natural é praticamente inexistente. Contudo, subsistem ainda alguns vestígios da vegetação natural: os azinhais e as comunidades de azereiro.Nos vários tipos de aproveitamento agrícola existentes no andar inferior salientam-se a cultura do milho, da vinha e da oliveira. O aproveitamento florestal baseia-se principalmente na plantação de pinheiro-bravo (Pinus pinaster), que atinge, em vários locais, o andar intermédio.O andar intermédio corresponde ao domínio climácico do carvalho-negral (Quercus pyrenaica). Os principais tipos de vegetação natural e seminatural que se encontram neste andar são os carvalhais, os castinçais e matos de vários tipos.Nas zonas onde o coberto arbóreo se apresenta degradado encontram-se os matos. Os principais são os giestais de Cytisus multiflorus (giesteira-brava), em que também ocorre o rosmaninho (Lavandula stoechas ssp. sampaioana), os urgeirais de Erica australis ssp. aragonensis (urgeira), que se associa ao zimbro (Juniperus communis ssp. alpina) e os piornais de Genista florida ssp. polygaliphylla (piorno-dos-tintureiros), associado à giesteira-das-serras (Cytisus striatus).O andar superior corresponde, na actualidade, ao domínio do zimbro (Juniperus communis ssp. alpina). É admitido que, no passado, o pinheiro-silvestre (Pinus sylvestris), o vidoeiro (Betula pubescens) e o teixo (Taxus baccata) tenham ocupado a parte superior da Serra, após o recuo dos glaciares wurmianos. Em resultado da desflorestação e, possivelmente, por influência de alterações climáticas posteriores, esta área encontra-se totalmente desprovida do coberto arbóreo primitivo. Actualmente, a vegetação da parte superior da Serra é constituída por um mosaico que inclui zimbrais, cervunais, arrelvados, comunidades rupícolas e comunidades lacustres.
(texto: www.icn.pt)

Saída de campo ao Parque Natural da Serra da Estrela (1)

A origem da Serra da Estrela...

Podemos, de uma forma sintética, iniciar a história de formação da Serra da Estrela retrocedendo a um período, que remonta a 650 milhões de anos, no Precâmbrico. Em meio marinho, foram acumulando-se sedimentos terrígenos, resultantes da erosão de continentes então existentes (Fig. 1). Este empilhamento de material sedimentar estendeu-se até ao Câmbrico médio-superior, acerca de 500 milhões de anos, atingindo uma espessura estimada em alguns quilómetros. Esses sedimentos, que apresentam características de bacias sedimentares profundas, foram depositando-se em camadas alternadas de sedimentos argilosos muito finos e sedimentos de composição arenosa fina e argilosa que, por diagénese e metamorfismo, deram origem, respectivamente, às rochas xistentas e aos grauvaques, formando o Complexo Xistograuváquico (Fig. 1) (Ferreira & Vieira, 1999).
No Devónico médio, há 380 milhões de anos, inicia-se uma fase de movimentos compressivos, designada por Fase 1, que inicia a Orogenia Hercínica, durando até ao final deste período, há 360 milhões de anos. Esta força compressiva afectou os sedimentos marinhos depositados anteriormente, provocando dobras de plano axial subvertical, com orientação NO-SE (Fig. 2) (Ferreira & Vieira, 1999).
Durante o Carbónico, há 330 milhões de anos, uma nova fase compressiva, Fase 3, origina novos dobramentos com a mesma orientação da Fase 1, instalando-se, simultaneamente e em profundidade, a grande massa de granitos (Fig. 2). Estes não se instalam num único impulso, mas ao longo de um período relativamente longo, que se inicia aos 320 e se prolonga até aos 290 milhões de anos. O final da Orogenia Hercínica, há 240 milhões de anos, é marcada pela fracturação das rochas formadas, com direcção NNE-SSW a ENE-WSW e NNW-SSE a NW-SE (Ferreira & Vieira, 1999).
Um período de tempo relativamente longo decorre então. Por erosão dos níveis superiores da crosta, esta, por alívio de carga, vai subindo, trazendo de níveis mais profundos até à superfície, as rochas aí formadas. Este período, que decorreu durante o Mesozóico, provocou o arrasamento geral do relevo e deu origem a uma superfície aplanada, que se estendia pela Península Ibérica (Fig. 3) (Galopim de Carvalho et al., 1980).
No início do Terciário, novas forças de compressão, desta vez relacionadas com os movimentos alpinos, vão provocar o rejogo das antigas falhas hercínicas, que passam de falhas de desligamento a falhas inversas.
No Miocénico superior, há 10 milhões de anos, iniciam-se os primeiros movimentos de subida dos blocos que formam a serra, que se continuou por impulsos sucessivos até ao último, que terá ocorrido há cerca de 2 milhões de anos e que marcou a sua estrutura actual (Fig. 4). Este fenómeno deu origem à elevação da montanha, por movimento em sistemas de falhas paralelas, o que originou blocos diferencialmente desnivelados, provocando o efeito de escadaria com que a Serra da Estrela se apresenta (Fig. 4). A actividade tectónica, contudo, não se extinguiu, existindo, ainda hoje, actividade neotectónica, com movimentos ao longo das grandes falhas, como provam a ocorrência de nascentes termais e de sismos, frequentes na região (Ferreira & Vieira, 1999).
No Quaternário, há registo de várias grandes glaciações, a última das quais terá atingido a Serra da Estrela à cerca de 20 000 anos, com o estabelecimento de neves permanentes e de glaciares. Estes glaciares deixaram testemunhos geomorfológicos únicos em Portugal e constituem, sem dúvida, a maior originalidade da paisagem física da Serra da Estrela (Fig. 5) (Ferreira & Vieira, 1999).
A glaciação da Serra da Estrela permitiu a existência de neves perpétuas, a partir dos 1650 metros. Isso significa que, a partir dessa altitude, as neves não fundiam de um ano para o outro, permitindo, assim, a sua compactação, dando origem ao nevado e, por fim, ao gelo. Do ponto de vista da temperatura, o nível das neves perpétuas significa uma altitude, a partir da qual a temperatura atmosférica média mensal é sempre negativa. Comparando essa situação com as temperaturas actuais, é fácil deduzir que as temperaturas eram cerca de 10º C mais baixas que actualmente (Ferreira & Vieira, 1999).

A cúpula de gelo de planalto ocupava uma superfície de 70 km2 e uma espessura que não deveria ultrapassar os 80 metros. Pelo contrário, a espessura dos gelos, nos vales, poderia ser consideravelmente maior: por exemplo, as moreias da lagoa seca (Fig. 6) permitem afirmar que a língua glaciária do Zêzere atingia 300 metros de espessura (Ferreira & Vieira, 1999).

Na Serra da Estrela, de uma forma geral, podemos distinguir 5 vales glaciários: o Vale Glaciar do Zêzere, o do Covão do Urso, o do Covão Grande, o da Loriga e o da Alforfa (Fig. 6).

O Vale Glaciar do Zêzere, alimentado pelos amplos circos do Covão da Ametade, da Candeeira e dos Covões (Fig. 6), originou a mais extensa língua glaciária da Serra da Estrela, a qual terá atingido 13 km de comprimento e a altitude mínima de 680 metros (Daveau, 1971).

No que diz respeito à geologia, a Serra da Estrela é dominada pela ocorrência de rochas graníticas hercínicas, com composição variada, desde os granodioritos aos leucogranitos, de idade compreendida entre os 340 e os 280 milhões de anos (Fig. 7). Estas intruem metassedimentos de idade Precâmbrica – Câmbrica, entre os 500 – 650 milhões de anos, relativos ao Complexo Xistograuváquico (Brigas, 1992), que representam, assim, os depósitos sedimentares mais antigos desta região (Fig. 7) (Galopim de Carvalho et al., 1990).

Além destes dois tipos de formações principais (Complexo Xistograuváquico e granitos), destacam-se, ainda, formações cenozóicas: aluviões, depósitos de vertente, terraços fluviais, depósitos fluvio-glaciários e glaciários (Fig. 7) (Ferreira & Vieira, 1999).


quinta-feira, março 26, 2009

Apurados para a 2ª eliminatória das Olimpíadas de Biotecnologia

Alunos do Colégio Valsassina apurados para a 2ª eliminatória das Olimpíadas de Biotecnologia.

(por ordem alfabética)

  • Ana Filipa Louro
  • Felipe Blauth
  • Gonçalo Pinto
  • Guilherme Fonseca
  • Inês Serrão
  • Joana Magalhães Silva
  • João Francisco Sousa
  • Jorge Miguel Ferreira
  • Leonor Caetano
  • Matilde Conceição
  • Rita Cerejeira

A 2ª eliminatória realizar-se-á no próximo dia 22 de Abril.

Para mais informações consultar http://www.esb.ucp.pt/olimpiadasbio/

domingo, março 15, 2009

200 anos de Darwin - Concurso promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian

Charles Darwin (1809-1882) foi um naturalista inglês que desenvolveu uma das mais importantes teorias científicas de sempre. Numa época em que se pensava que cada espécie tinha sido criada independentemente e que as formas dos seres vivos eram imutáveis no tempo, Darwin defende que todos descendem de um antepassado comum e que são o resultado de milhões e milhões de anos de evolução. Na sua concepção, o Homem e o macaco são parecidos porque são «primos». Com a publicação do seu livro A Origem das Espécies, em 1859, Darwin coloca-se no centro de um debate que envolve numerosos cientistas de todo o mundo, bem como diversos sectores da sociedade inglesa. No final do século XIX, a evolução era um facto finalmente aceite.

Para assinalar os 200 anos de Darwin a Fundação Calouste Gulbenkian lançou um desafio a um par constituído por um professor e um aluno. O aluno tinha de elaborar uma carta de motivação candidatando-se a uma segunda (hipotética) viagem do Beagle, enquanto o professor devia redigir um ensaio sobre a ideia de «mentor» na actualidade, tendo como ponto de comparação a relação de Darwin com o seu professor Henslow.

O nosso colégio fez-se representar pela aluna Filipa Louro (12º1A) e pelo professor João Gomes. Aqui transcrevemos os trabalhos apresentados a concurso, os quais ficaram entre os cinco finalistas.

«Ensaio do professor»

Ghandi defendeu a ideia que a educação não é uma finalidade, é um instrumento.
Mas como usar esse instrumento? Qual é a missão do professor?
Na actual sociedade, em que os lugares e os veículos da educação se situam cada vez mais na complexa teia das redes tecidas pelos espaços e tempos do trabalho e do lazer, a escola perdeu o seu papel central em termos de agência de transmissão de conhecimentos e de socialização. A constatação desta realidade não pode deixar de ter consequências na forma como a escola se estrutura e se relaciona com outras “agências de socialização”, porventura mais poderosas. No passado, a escola estruturou-se como uma das três instituições centrais da socialização e da promoção da coesão social, juntamente com a igreja e a família, em processos que integravam holisticamente a aquisição do saber, do saber-fazer e de saber-ser, num todo coerente. Neste novo contexto, a escola encontra-se agora numa relação de concorrência com outras “agências de educação”, numa situação de horizontalidade.
No contexto da globalização, os desafios colocados por uma sociedade diversificada, caracterizada por complexas interacções, com problemas sociais múltiplos, associados a conflitos difíceis, relevam a construção de uma política participada cada vez mais apoiada numa cidadania activa e num discurso público, onde são as próprias comunidades a assumir o seu futuro. Não obstante, não podemos deixar de constatar que, pela primeira vez na história do Homem, estamos a educar as nossas crianças e jovens para a vida num mundo cujo conhecimento do futuro é escasso, excepto que será caracterizado por substanciais e rápidas mudanças.
Uma resposta adequada à mudança implica novas formas de estar, suportadas em novas mentalidades e em novos comportamentos, implica uma interactividade sustentável entre o sistema societário e o sistema biofísico. À escola assiste o dever de procurar respostas flexíveis e adaptadas a este mundo em mudança. A era da comunicação e da informação exige que a escola e, em particular os professores recriem um ambiente de aprendizagem, rica em recursos, com novas tecnologias de comunicação, caracterizada pela interactividade, pela capacidade de uso individualizado e que os currículos ofereçam uma visão holística do conhecimento humano, da biosfera, do universo.
A escola deve, por isso, integrar-se numa perspectiva de educação emancipadora, assente em princípios de responsabilidade, de participação, de parcerias, de transversalidade, de solidariedade, de reflexividade, de criatividade, de formação globalizante.
Consideramos assim que é preciso romper com lógicas adaptativas. Os professores devem despertar a criatividade e o espírito crítico dos alunos, devem inquietá-los.
Afinal foi isso que Henslow fez a Darwin. Sendo professor de botânica, Henslow podia ter uma atitude do tipo “encher um recipiente de noções”, passando assim um conjunto de noções e conceitos aos seus alunos. Esta visão dos alunos como meros receptores de conhecimentos conduz inevitavelmente a uma situação de desmotivação e afastamento do sistema de ensino. Henslow optou por “acender um fogo”, desafiou o seu aluno Charles Darwin a entrar em sua casa às sextas-feiras à noite “apenas” para discutir ideias, encorajou-o a ler livros (entre os quais destacamos a clássica descrição, em seis volumes, das viagens à América do Sul de Alexander von Humboldt), realizaram saídas conjuntas.
Hoje, tal como no passado, a missão do professor é possibilitar a criação do conhecimento, mas, para conseguir aprendizagens significativas a relação entre Darwin e Henslow deve continuar a ser vista como uma referência. Devemos compreender que, ao chegarem à sala de aula, os alunos trazem consigo uma cultura que os caracteriza, cultura esta que não é pior nem melhor que a do professor. Assim, tanto aluno como o professor envolvem-se e aprendem no processo de educação.
Ao introduzir as aulas experimentais como prática de ensino generalizada Henslow permitiu a aquisição de aprendizagens significativas, pelo simples facto de potenciar inter-relações entre o mundo das ciências escolares e o das experiências dos alunos, despertando assim a sua curiosidade e interesse. Para que tal seja possível é necessário que as relações sejam afectivas, democráticas e, acima de tudo, os professores compreendam que o sujeito da criação cultural não é individual mas colectivo.
Há quem considere que Darwin obteve o seu beliche a bordo do Beagle simplesmente porque estava no lugar certo na hora certa. Decerto isso sucedeu, mas se Henslow o recomendou a FitzRoy foi porque Darwin era o melhor jovem para a função. A relação de amizade entre os dois e o clima democrático de abertura para trocar ideias terão sido decisivos para incentivar Darwin a procurar o que queria fazer. A lição que podemos daqui extrair: os professores devem estimular e contribuir para o desenvolvimento nos alunos de competências para a acção, confiança nas suas capacidades de agir, reforço para a acção e apropriação nos processos que envolvem intenção de agir.
No sua autobiografia Darwin destaca o seu amor pelas ciências, a perseverança em manter a mente livre de modo a não desistir de qualquer hipótese e a sua diligência na observação e na recolha dos factos. Não conseguimos responder à questão: «Se não tivesse existido Henslow será que Darwin era hoje recordado como um dos mais influentes homens da ciência?». Mas acreditamos que “se não acendermos o tal fogo” muitos alunos certamente não terão a sua oportunidade e dificilmente arranjarão motivação para participar em eventos que dão forma às suas vidas e ao seu lugar.
A sociedade actual exige indivíduos criativos, críticos, geradores de ideias, autónomos. Os professores têm a gratificante e divertida missão de não deixar que os seus alunos se conformem.
Prof. João Gomes

Carta para Darwin

Caro Professor Charles Darwin,

Tendo conhecimento de que V. Exa. abriu inscrições para o lugar de assistente, venho por este meio candidatar-me a acompanhá-lo nesta segunda viagem às ilhas Galápagos.
A intenção do Almirantado britânico em enviar novamente o Beagle rumo às “Ilhas Encantadas”, numa missão de pura investigação científica no campo da evolução, contrariamente à primeira expedição, particularmente centrada em fins cartográficos, despertou desde logo a minha curiosidade, e principalmente o meu desejo em incursar em tão promissora viagem, razão pela qual não podia deixar de lhe escrever.
Devo confessar que a discrição que fez das ilhas me deixou perplexa e enfeitiçada perante a luxuriante variedade de vida num local aparentemente tão inóspito. O seu livro A viagem do Beagle é para mim uma fonte de inspiração. Decerto compreende este meu sentimento quando pensa na leitura que fez da obra de Alexander von Humboldl sobre as suas viagens à América do Sul.
Considero, sem dúvida, que os primeiros dados que recolheu se tornaram na espinha dorsal de algo revolucionário. Esta segunda incursão permitirá corrigir os erros e colmatar as falhas da primeira observação, realizando uma recolha de espécimes ainda mais cuidada e exaustiva, bem como um estudo mais profundo do seu habitat e das condições e serviços do ecossistema em questão, iluminando este tema tão controverso entre os homens.
Move-me um profundo interesse pela ciência, o desejo de ter um papel activo na recolha de dados e na contribuição para novas descobertas, um entusiasmo insaciável e um conhecimento amador do naturalismo e da geologia, tendo tido contacto com os trabalhos de Charles Lyell e Carolus Linnaeus, ortodoxos, porém revolucionários.
Possuo ainda os requisitos exigidos a uma assistente incumbida de tarefas nestas áreas científicas, sendo especialista em dissecação e uma experientalista orientada para o contacto directo, possuindo os conhecimentos essenciais em desenho de campo, características que se poderão revelar úteis quer na discrição e análise dos espécimes, quer na sua preservação.
Apesar de ser a minha primeira experiência nos trópicos, experimentei o ar fresco do mar aberto já por diversas vezes, pelo que tenho noção da vida agradável, porém perigosa, que se pode levar numa prisão flutuante.
Tendo ficado curiosa com a primeira expedição, segui de perto a análise dos dados que enviou, e devo dizer que os resultados obtidos a partir dos seus achados se revelaram espantosos.
O facto de quase todas as aves terrestres serem novas, jamais terem sido descritas e muitas das quais existirem apenas nas Galápagos; de três dos sabiás recolhidos não serem apenas variedades locais, mas espécies distintas; e das tartarugas gigantes, à semelhança das iguanas-marinhas e dos próprios arbustos e cactos arbóreos serem também exclusivos deste arquipélago, são provas irrefutáveis da capacidade de transmutação e divergência das espécies da sua origem ancestral. Também a aparente semelhança, e contudo, clara distinção, entre as espécies das Galápagos e outras espécies existentes no continente sul-americano, reforça esta afirmação.
Os fósseis recolhidos mostraram-se igualmente interessantes, revelando-se parentes extintos de formas vivas, corroborando a ideia comum a inúmeros geólogos, entre os quais Lyell, de que existe uma ligação entre seres vivos e mortos, relação também presente entre os fósseis de um estrato de rocha e os fósseis do estrato que o antecede: a “lei da sucessão”.
Tais conclusões são extremamente entusiasmantes e simultaneamente perturbadoras, tendo em conta o paradigma religioso reinante. As suas descobertas mudaram o mundo.
Penso, no entanto, que ainda muito ficou por desvendar, e que existem no seu trabalho algumas oportunidades inexploradas, por ventura fruto da sua curta estadia no arquipélago, que deverão ser aproveitadas nesta segunda jornada.
Analisando o seu trabalho apercebi-me que não documenta a origem de uma única espécie, um único caso de selecção natural ou de preservação de uma raça favorecida na luta pela vida. Proponho, assim, a realização do impossível: o estudo da evolução ao vivo, pois se alguma vez uma ideia reclamou e exigiu um programa de investigação experimental, é seguramente esta.
É certo que entre a maioria dos seres vivos, a evolução se desenrola com demasiada lentidão para ser observada por um só cientista no tempo de vida da sua investigação. Mas a ciência funciona não apenas por observação directa, e os tipos de provas por inferência fornecidos pela paleontologia, biogeografia, embriologia e morfologia abragem um volume de dados não menos convincente só por ser obtido indirectamente.
Uma visão tão maravilhosa tem necessariamente de ser corroborada por um vasto acervo de provas. Urge encontrar mais evidências fósseis que permitam desvendar padrões e ligações, coleccionar espécimes que, pelo seu carácter único, permitam esboçar alguns galhos na árvore da vida, preenchendo as infinitas lacunas na história da evolução, para que, aproximando-nos, possamos contemplar o momento de divergência em si, o ponto onde uma linha se transforma em duas, a quebra da barreira entre as espécies.
Um trabalho de campo exaustivo, uma recolha diligente de provas, um estudo meticuloso da distribuição geográfica dos seres vivos, da sua forma e desenho anatómicos, das fases do seu desenvolvimento enquanto embriões, e dos seus antepassados, enterrados em rochas de eras distantes, construirá um edifício de provas crescentes, abundantes, variadas, e solidamente ligadas entre si, que tornarão a evolução em mais do que uma teoria, um facto.
A criação nunca está terminada. Ela começou um dia, mas não acabará nunca. Ela permanece numa actividade incessante para produzir coisas novas e mundos novos (Immanuel Kant, Teoria do céu). Também o Homem, e principalmente o cientista, não podem parar: a evolução está em curso permanente.
Proponho-me, assim, humildemente a embarcar a seu lado.
Cordialmente me despeço.
Ana Filipa Louro (12º 1A)

quinta-feira, março 05, 2009

Lamarck vs Darwin

A diversidade de seres que existem inspirou Darwin a pensar que alguns daqueles seres deveriam ter antepassados comuns. Isto é, apesar da enorme diversidade de seres, alguns apresentam características muito semelhantes, que levam a crer na sua origem comum. Ao longo das gerações, as espécies vão apresentando cada vez mais diferenças dos seus ancestrais selvagens. Assim, Darwin desenvolveu uma série de condições de que influenciam o aumento e diminuição das populações, tais como, a relação presa/predador; a disponibilidade de alimento; a duração de vida; a competição; o parasitismo e a cooperação. Estas condições foram o ponto de partida para a explicação da necessidade de haver indivíduos mais bem adaptados. A partir disto, Darwin desenvolveu a teoria da selecção natural. Pelo contrário, Lamarck estabeleceu duas leis para explicar a evolução: A lei do uso e do desuso, e a lei da herança dos caracteres adquiridos. Para Lamarck, os seres tinham de se adaptar ao ambiente onde viviam. Para ele, a função faz o órgão, isto é, se ocorre uma mudança brusca no ambiente, e o indivíduo passa a utilizar muito um determinado.
Matilde Conceição, 11º1B

Breve história evolutiva do Elefante

O elefante é o último sobrevivente de um grupo animal florescente no Terciário: os proboscídeos. Um fóssil encontrado no Paquistão revelaria que o seu antepassado mais remoto, existente há cinquenta milhões de anos, se assemelhava a um grande javali.
Depois, no decurso dos milénios, os proboscídeos tornaram-se cada vez maiores, adquiriram uma tromba e duas ou quatro presas, os característicos dentes incisivos, por vezes com formas extraordinárias. No conjunto, trezentas outras espécies espalharam-se por todo o globo, à excepção da Antártida e da Austrália. Entretanto, descendências inteiras desapareceriam devido a mudanças climáticas. A dos mastodontes persistiria na América Setentrional até ao início da Quaternário.
A família dos elefantes é a última que actualmente sobrevive. E incluía os mamutes, adaptados sobretudo ao clima das épocas glaciárias, e várias espécies de elefantes, das quais seis ou sete coexistiram com o homem. Hoje em dia, apenas sobrevivem três.
Nos nossos dias, o elefante está ameaçado de extinção.

-Ancestral aquático e palaomastodonte

Há 36 milhões de anos, no Eoceno, no norte de África, viviam uns animais semelhantes aos hipopótamos pigmeus da actualidade. Estes animais, conhecidos por Moeritherium, passavam grande parte do tempo na água, assim como os hipopótamos, e pesavam aproximadamente 225 Kg. Julga-se assim, que sejam os antepassados do mamute, mastodonte e do elefante. Uma teoria levantada pelos pesquisadores é a de que um possível resfriamento no fim do período Eoceno teria secado os rios e lagos, forçando os animais adaptarem-se ao solo seco. Durante o Eoceno também ocorreram outras derivações das quais evoluiriam outras espécies. Talvez uma das mais bem estudadas seja a família Dinotheriidae, à qual pertencia o Dinotherium. Muito parecido com os elefantes mas as suas presas encontravam-se no maxilar inferior. Julga-se que esta espécie existiu há cerca de 25 M.A., tendo desaparecido há cerca de 1 milhão de anos. Viveu em África, na Europa e sul da Ásia, tinha o mesmo tamanho que o actual elefante africano.
Com o passar do tempo, surgiram novas espécies. Durante o período Oligoceno existiu um animal chamado Palaomastodonte. Embora não possuísse tromba e presas desenvolvidas, o seu nariz e dentes já começavam a desenvolver-se. Esta espécie é referida como um antepassado dos elefantes.

- Mastodonte e mamute

No período Terciário tardio o Palaomastodonte deu lugar aos mastodontes -elefantes da Era Glacial – o Platybelodonte (espécie de mastodonte) existiu durante a época do Mioceno e o Amdelodonte durante o Plioceno.
Outro mastodonte que demonstrou ter uma forma mais eficiente e que também surgiu durante o Terciário tardio, foi o Gomphotherium. Este mamífero chegou a ocupar o Norte de África, Europa, Ásia e América do Norte. Tinha duas presas em ambas as mandíbulas. Pensa-se que já tinha uma tromba que embora não fosse muito grande já se encontrava bem definida. A tromba é um prolongamento do nariz mas tomou outras funções importantes. Aplicando as teorias de Lamarck sobre evolução das espécies, uma das razoes será que a tromba teria se desenvolvido, pois como os mastodontes eram animais de grande porte, tinham dificuldade em beber a água do chão, portanto iriam começar a desenvolver mais o órgão em questão e ao se reproduzirem passavam à descendência essa característica. Segundo uma perspectiva darwinista, os mastodontes que eram dotados de uma tromba maior, estavam mais aptos consequentemente seguindo a teoria deste cientista, ao sobreviverem mais e logo reproduzirem-se mais essa característica daí para a frente iria vingar. A tromba era assim essencialmente usada não só para beber como para cheirar e também tinha outros fins como para poder identificar a forma, a textura e a temperatura de um objecto, acariciar outros indivíduos ou como forma de ataque.
Este animal tinha o tamanho aproximado do elefante asiático. Embora tenha desaparecido no Pleistoceno, julga-se que deu lugar ás famílias Mammutidae e Elephantidae.
De acordo com processos evolutivos a tromba dos mastodontes cresceu, as presas da mandíbula inferior desapareceram, as presas da mandíbula superior aumentaram de tamanho, chegando a atingir o mesmo comprimento que o corpo, em certas espécies como o Anancus arvernensis do sul de França. Tal desenvolvimento das presas da mandíbula superior justifica-se pelo facto de que os seres em questão utilizavam as suas presas em combates e para cavar a neve em busca de vegetação – eles eram herbívoros
Continuaram a adaptar-se a novos habitats e a dispersar-se por novas regiões. Pouco depois da união das Américas, pelo menos uma espécie de mastodontes, Cuvierinius, estabeleceu-se na América do Sul.
Outros permaneceram na Euroásia e América do Norte, emigrando para o norte na primavera e para o sul no Outono. Entre eles encontravam-se os mamutes que viveram que viveram há dez mil anos.
A glaciação mais recente teve início há cerca de 90 mil anos e estendeu-se até 10 mil anos atrás. O intenso frio que se abateu sobre o planeta levou à extinção muitas das espécies animais que viveram naquela época, como todas as espécies de mamutes e mastodontes pois não possuíam as características necessárias de adaptação a esse meio e não se tendo verificado alterações no seu fundo genético que permitissem essa mesma adaptação, essas espécies acabariam por se extinguir.
O mamute é assim, um animal que se extinguiu à aproximadamente 10 mil anos, e que pertence à família Elephantidae incluída nos proboscídeos.
Tal como os elefantes, estes animais apresentavam tromba e presas de marfim encurvadas, que podiam atingir cinco metros de comprimento, mas tinham o corpo coberto de pelo. Esta evolução que determinou o surgimento dessa nova característica em relação aos seus ancestrais, aplicando a teoria de Darwin, é explicada da seguinte forma: os mamutes habitavam na Europa, norte da Ásia e América do Norte onde o clima era bastante frio. Havendo variabilidade intra-especifica, existem nas populações variações naturais, por exemplo no tamanho dos membros, logo no caso estudado, na população de mamutes, os indivíduos mais aptos às condições do meio onde se encontravam eram aqueles que estavam mais protegidos das baixas temperaturas, portanto, aqueles que possuíam mais pelo no corpo. Ao estarem mais aptos, sobreviviam mais em relação aos restantes indivíduos, e assim ao se reproduzirem passaram as suas características à descendência.
Os elefantes são os membros da família Elephantidae, pertencendo: à Ordem Proboscidea; à Classe Mammalia; ao Filo Chordata e ao Reino animalia.
Actualmente só existem três espécies, a asiática, Elephas sp, e duas africanas: Loxodonta africana, da savana, e Loxodonta cyclotis, que vive nas florestas.
Por terem sofrido uma evolução separada por milhões de anos, as duas espécies apresentam algumas diferenças anatómicas. O elefante africano é o maior e o mais pesado. Outrora, habitava todo o continente, com excepção das zonas mais áridas, como o Saara e o deserto da Namíbia.
Mas, actualmente desapareceu do norte de África. O elefante africano pode atingir 4 metros de cernelha, sendo o das florestas equatoriais muito mais pequeno. O elefante asiático, que geralmente habita nas florestas, não ultrapassa os 3 metros de cernelha, poderemos explicar este facto afirmando que, vivendo este elefante na floresta, tendo menores dimensões está mais apto nesse local pois é possível a sua deslocação entre as árvores. As suas orelhas são mais pequenas, visto que as do elefante africano são grandes possibilitando assim uma melhor refrigeração do corpo face às altas temperaturas do meio onde vive. As presas do elefante asiático mais direitas e mais curtas, frequentemente pouco desenvolvidas.
Ao longo da história, os elefantes foram utilizados pelo Homem para várias funções, como transporte, entretenimento e guerra.
A caça dos elefantes teve consequências a nível evolutivo. Visto que o objectivo primordial dos caçadores eram as presas, os animais que não as tinham graças a uma mutação genética, foram favorecidos. O processo resultou numa selecção artificial das populações de elefantes, onde os animais sem presas passaram de 1% do total a representar, em certos locais, cerca de 30% dos indivíduos.
O elefante é, igualmente, vítima da regressão da floresta húmida, que constitui um dos seus habitats naturais, e que diminui, em cada dia que passa, cerca de 40 ha por minuto.
Leonor Caetano, 11º1A

A origem e evolução da vida...

O Planeta Terra formou-se acerca de 4600 milhões de anos aquando da rotação e consequente acreção da nebulosa primitiva que deu origem a todo o Sistema Solar, após esta acreção deu-se a diferenciação e em seguida a desintegração radioactiva. Apesar de a Terra se ter formado à 4600 milhões de anos só existe dados de vida neste planeta desde à aproximadamente 3400 milhões de anos, no Pré-câmbrico. Os primeiros seres vivos que apareceram foram seres mais simples, os protistas, que eram quer autotróficos quer heterotróficos.
Em seguida dos seres procariontes surgiram os eucariontes. Esta evolução é explicada por duas hipóteses: a autogénica e a endossimbiótica. A primeira explica que os seres eucariontes teram surgido através de sucessivas invaginações da membrana plasmática, sofridas por um ser procarionte, com consequente especialização. A hipótese endossimbiótico diz que as células eucarióticas teriam surgido através de uma associação simbiótica de várias células procariontes.
Os seres que hoje existem são diferentes dos que existiam na Terra no inicio da vida, ou seja, foram evoluindo de geração para geração. Esta ideia evolutiva nem sempre foi aceite pela sociedade que admitia o Fixismo, ou seja, as espécies eram unidades fixas e imutáveis que surgiram independentes umas das outras, e em conjunto acreditavam no Criacionismo que dizia que estas espécies foram originadas por criação divina e mantinham-se fixas ao longo dos anos.
Os seres eucariontes são seres seres mais complexos e podem ser autotróficos, como é o caso das plantas, ou seres heterótróficos, como os animais. Estes seres vivos têm mais habituação às mutações e, por suja vez, estão mais sujeitos a diversificação das espécies. Um dos casos de seres procariontes é uma bactéria.
Durante vários séculos, os cientistas e filósofos tentaram compreender e explicar a evolução dos seres vivos. Desde Aristóteles a Whittaker, os cientistas dividiram os seres vivos em reinos, desde a divisão em 2 reinos que foi aceite desde Aristóteles a Lineu até a divisão em cinco reinos sugerida por Whittaker e aceite até agora.
José Patto, 11º1A
Realizou-se no passado dia 4 de Março a 1ª eliminatória das IV Olimpíadas de Biotecnologia. Apresentamos os resultados da parte relativa às questões de escolha múltipla (máximo de 20 pontos).

Para mais informações consultar http://www.esb.ucp.pt/olimpiadasbio/

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Ciclo de vida de Daphnia magna

Para informações mais detalhadas sobre a biologia de Daphnia magna, carregar aqui.

Morfologia da Daphnia magna


(Fêmea de Daphnia magna)
Para informações detalhadas sobre este animal, carregar aqui.

Daphnia como modelo biológico

A Daphnia é um animal fácil de cultivar em laboratório, com baixo custo, que requer pouco espaço e pequenas quantidades de soluções aquosas. Possui um ciclo de vida curto, alta fecundidade, reprodução sexuada ou por partenogénese cíclica, dependendo das condições do meio (quando as condições são adversas, ocorre reprodução sexuada e quando as condições são favoráveis, reproduz-se por partenogénese) sendo fácil a obtenção de populações homogéneas em termos de tamanho, idade e sexo.
Apresenta uma ampla distribuição geográfica, importância ecológica e elevada sensibilidade a uma grande variedade de tóxicos. As suas respostas biológicas fundamentais são muito semelhantes às humanas e apresenta sistema nervoso, digestivo, circulatório, respiratório, óptico e reprodutor.
É perfeitamente transparente de modo que os seus órgãos internos são visíveis ao microscópio, podendo-se observar, por exemplo: o batimento do seu coração, a fecundidade ou o funcionamento do seu olho.
Apresenta, como todos os crustáceos, uma carapaça que no seu caso sofre muda diária.
Estas qualidades fazem de Daphnia magna um excelente modelo biológico para testar drogas, uma vez que estas afectam o seu ritmo cardíaco da mesma forma que o dos humanos.

Primeira referência a Darwin em Portugal

Muito interessante!
Uma tese doutoral ("As espécies são mudáveis?") de Júlio Augusto Henriques, defendida em 1865 à Universidade de Coimbra, seis anos depois da publicação de "A Origem das Espécies".
Aconselhamos a sua exploração - basta carregar aqui.