Alexandra Pereira, n.º3924 e Manuel Portela, n.º264; 10.º1B
Este blog pretende divulgar alguns trabalhos de alunos, projectos e/ou actividades do Colégio Valsassina, realizados no Departamento de Biologia. Estamos a viver uma “sociedade biológica”. A saúde, a gestão dos recursos naturais, a conservação da biodiversidade, a gestão dos resíduos, o controlo de pragas, as análises bioquímicas de águas, solos ou organismos são alguns dos sectores que dependem cada vez mais da Biologia.
terça-feira, novembro 22, 2011
Conferência com Professor Doutor Carlos Fiolhais
Alexandra Pereira, n.º3924 e Manuel Portela, n.º264; 10.º1B
sábado, outubro 15, 2011
domingo, maio 29, 2011
Menção honrosa para projecto do Colégio Valsassina
O Colégio Valsassina esteve representado com o projecto “A utilização de Daphnia magna como modelo biológico no estudo da influência de certas drogas de uso comum no ritmo cardíaco”, da responsabilidade de Emma Rodrigues, Leonor Pais e Mariana Martinho, alunas da turma 11º1 (Curso de Ciência e Tecnologias). Entre 26 e 28 de Maio realizou-se, no Museu da Electricidade, a final nacional que coincidiu com a V Mostra Nacional de Ciência. Os 103 projectos seleccionados para a final foram avaliados por um júri que atribuiu uma Menção Honrosa ao projecto do Colégio.
domingo, maio 22, 2011
Projecto do Colégio Valsassina foi seleccionado para a Final do concurso/V Mostra de Ciência
Esta vai ter lugar nos próximos dias 26, 27 e 28 de Maio, no Museu da Electricidade, em Lisboa, de acordo com o Programa disponível no seguinte endereço http://www.fjuventude.pt/jcientistas2011/mostra-de-ciencia.htm .
Convidamos todos os interessados a visitar o stand onde iremos apresentar o projecto.
Aparece. A entrada é livre.
domingo, maio 08, 2011
Alunos apurados para a final das Olimpíadas de Biologia 2010/2011
Para mais informações consultar www.ordembiologos.pt
quarta-feira, abril 20, 2011
Alunos apurados para a final das Olimpíadas de Biotecnologia 2010/2011
- Ana Beatriz Costeira, 12º1A
- Ana Margarida Delgado, 11º1
- Ana Sofia Cavaco, 12º1A
- Madalena Costa, 11º1
- Teresa Douwens, 11º1
Para mais informações consultar http://www.esb.ucp.pt/olimpiadasbio
sábado, abril 16, 2011
Trabalho submetido ao concurso: Jovens cientistas e investigadores 2011
quarta-feira, abril 13, 2011
quinta-feira, março 31, 2011
2ª Eliminatória das Olimpíadas de Biotecnologia
- ANA BEATRIZ COSTEIRA (16 pts)
- ANA SOFIA CAVACO (15 pts)
- ANA MARGARIDA DELGADO (14 pts)
- MADALENA COSTA (14 pts)
- MARIA TERESA DOUWENS (14 pts)
- HUGO BENTO (12 pts)
- FREDERICO VILANTE (11 pts)
- JOÃO ALVES (11 pts)
- RICARDO CRISTINO (11 pts)
- ANDRÉ PINTO (10 pts)
- MARIANA DOTTI (10 pts)
- NICOLAU ALBARRAN (10 pts)
- ANA TERESA SILVEIRA (9 pts)
- MARIANA MARTINHO (9 pts)
- RITA MARQUES (9 pts)
- EMMA RODRIGUES (8 pts)
- LEONOR PAIS (8 pts)
- JESSICA MONTEIRO (8 pts)
- MARIA ALEXANDRA LOUÇÃO (8 pts)
- MIGUEL SANTOS (8 pts)
- MARIA GONÇALVES (6 pts)
- MARIA GAMBOA DIAS (4 pts)
Para mais informações consultar http://www.esb.ucp.pt/olimpiadasbio/
domingo, março 13, 2011
Dia DN com a investigadora Claudia Lobato da Silva
Esta actividade que se enquadrou no âmbito do projecto Nescolas, foi dinamizada pela equipa constituída pelos estudantes do 10º1A, Gonçalo Marta, Sofia Correia e Catarina Cavaco (com 15 anos) e Max Ferreira (com 16).
A investigação em células estaminais e os seus potenciais usos tem sido alvo de frequentes notícias nos media e de discussão na sociedade. De uma forma geral, há a tendência para considerar o uso das células estaminais como uma espécie de seguro de saúde que pode vir a salvar vidas no futuro. Foi este o ponto de partida para a conversa entre a investigadora e a plateia, que estava cheia de perguntas e dúvidas.
A investigadora mostrou-se muito disponível para responder a todas as questões que lhe foram colocadas o que contribuiu para o dinamismo da sessão e diversidade de assuntos abordados.
Segundo a investigadora, as células estaminais são células indiferenciadas que podem dar origem aos diferentes tipos de células de um organismo. Estas células têm ainda capacidade de se auto-renovar. Isto significa que uma célula estaminal ao dar origem a uma célula mais especializada (diferenciada) dá também origem a uma cópia idêntica de si mesma, e tem também capacidade de se multiplicar aumentando o número de células estaminais. Existem diferentes tipos de células estaminais. Durante o desenvolvimento embrionário, estas células especializam-se, originando os vários tipos de células do corpo, desde as células do músculo cardíaco, células nervosas, glóbulos vermelhos ou células da pele, ou mesmo, por exemplo, as células que fazem parte do olho.
Deste modo, a maior potencialidade das células estaminais é sua aplicação terapêutica, podendo ser úteis no tratamento de doenças cardiovasculares, neuromusculares, ósseas e anomalias sanguíneas.
O facto de frequentemente se encontrar nos media anúncios para a recolha e criopreservação de células estaminais motivou algumas perguntas. Foi assim possível verificar que, em relação às células do sangue do cordão umbilical, estas são utilizadas para o tratamento de doenças do foro hemato-oncológico, ou seja, anemias, leucemias, linfomas ou doenças raras a nível do sangue. A nível do fragmento do cordão umbilical, neste momento, as potencialidades das células mesenquimais ainda se encontram em fase de estudo, razão pela qual apenas conservamos um fragmento do cordão umbilical
Enquanto as células estaminais do sangue umbilical estão a ser cada vez mais utilizadas para o tratamento de doenças do sangue, do sistema imunitário e alguns tipos de cancro, como a leucemia, as células estaminais mesenquimais são “peritas” em reparação e regeneração
Questionada sobre o futuro da investigação, a investigadora referiu que este deve incluir as células estaminais mesenquimais, extraídas do fragmento do cordão umbilical. Estas apresentam uma potencialidade enorme no campo da medicina regenerativa, nomeadamente na regeneração de tecido cardíaco, enxertos, etc.. Há, por isso, uma expectativa muito grande por parte da comunidade científica.
Para além das questões científicas, os alunos presentes aproveitaram a ocasião para conhecer como e onde se faz ciência em Portugal, e quais os cursos universitários que podem ter ligação com esta área de investigação. Foi com agrado que a investigadora partilhou o seu orgulho em fazer parte da comunidade científica portuguesa, a qual está ao nível do que de melhor se faz a nível mundial. Claudia Lobato da Silva referiu que, “já tive a minha experiência no estrangeiro, foi muito enriquecedora”, mas neste momento tenho em Portugal todas as condições para realizar a minha investigação integrada numa equipa que revela grande dinamismo. Há ainda um percurso pela frente, nomeadamente no que diz respeito à promoção da ciência e sua comunicação junto da sociedade civil.
No final da sessão todos os alunos concordaram que estiveram à vontade e que “a simpatia da convidada ajudou imenso”. A convidada destacou que “é de salientar que são apenas alunos do 10º ano e que conseguem estar tão à vontade com o tema”.
Estas conferências inserem-se no concurso “DNEscolas” cujo prémio é uma viagem pela Europa aos grupos vencedores. Mas acima de tudo, são uma excelente oportunidade para estar em contacto com o que de melhor se faz no nosso país.
Ana Sofia Correia, Catarina Cavaco, Gonçalo Marta, Max Ferreira. 10º1A
segunda-feira, fevereiro 28, 2011
1ª Eliminatória das Olimpíadas de Biotecnologia 2010/2011
Realizou-se no passado dia 16 de Fevereiro a 1ª Eliminatória das Olimpíadas de Biotecnologia 2010/2011.
Os resultados provisórios dos alunos do Colégio Valsassina são:
- MARIANA MARTINHO 24 pts
- TERESA DOUWENS 24 pts
- ANA MARGARIDA DELGADO 22 pts
- TERESA SILVEIRA 21 pts
- BEATRIZ COSTEIRA 20 pts
- MIGUEL SANTOS 20 pts
- ANA SOFIA CAVACO 19 pts
- MADALENA COSTA 19 pts
- MARIA GONÇALVES 19 pts
- NICOLAU ALBARRAN 18 pts
- JESSICA MONTEIRO 17 pts
- JOÃO ALVES 17 pts
- LEONOR PAIS 17 pts
- ANDRÉ PINTO 16 pts
- HUGO BENTO 16 pts
- RICARDO CRISTINO 16 pts
- FREDERICO VILANTE 14 pts
- EMMA RODRIGUES 14 pts
- MARIA GAMBOA DIAS 14 pts
- RITA MARQUES 14 pts
- ALEXANDRA LOUÇÃO 13 pts
- NOEMI FAMILIAR 12 pts
- ANA CATARINA NUNES 11 pts
- IARA RAMOS 9 pts
Os resultados apresentados referem-se apenas às questões de escolha múltipla (máx. 30 pts).
Mais informações em http://www.esb.ucp.pt/olimpiadasbio
quinta-feira, novembro 25, 2010
Conferência sobre "Inovação e Tecnologia" - Prof. Doutor Luís Silveira
sábado, novembro 20, 2010
Semana da Ciência e da Tecnologia 2010
Durante a Semana da Ciência e da Tecnologia, de 22 a 25 de Novembro, instituições científicas, universidades, escolas, associações, museus e Centros Ciência Viva de todo o País abriram as suas portas ao público, lançando um convite irrecusável para uma viagem pelo conhecimento.
O Departamento de Biologia do Colégio Valsassina associou-se a esta semana através de várias actividades:
quinta-feira, novembro 11, 2010
quinta-feira, julho 01, 2010
Células estaminais - Um projecto desenvolvido em Biologia 12º ano
A relação Ciência e Tecnologia, Ciência e Qualidade de Vida, Ciência e Sociedade são os elementos nucleares dos trabalhos realizados.
sábado, maio 22, 2010
22 Maio - Dia da Biodiversidade
Equipa do Colégio Valsassina vence desafio "Ostras e Poluição" da Agência Ciência Viva
Equipa "Grace" do Colégio Valsassina vence desafio Ciência Viva - "Caça à Minhoca"
Para mais informações consultar http://www.darwin2009.pt/escola/desafios/passaros/
Ana Rita Ferrito; Margarida Marques da Costa
Departamento Biologia, Colégio Valsassina
“Continuo a compilar todo o tipo de provas que possam ajudar a compreender a origem e a variabilidade das espécies.”
Charles Darwin numa carta para J. S. Henslow, Novembro 1839.
Abstract
Searching for an explanation for species’ evolution, Charles Darwin started his studies with pigeons as direct agents in artificial selection.
According to Darwin, if it is possible such variety from artificial selection then there might be a selection caused by environmental factors in the wild, known as Natural Selection.
Same specie’s organisms have some differences. There is a Natural Selection which will make the ones whose characteristics are more useful for that specific environment prevail while others will perish.
This project’s main purpose is testing natural selection on worms caused by birds. According to Darwin, there were used artificial selection processes during these tests.
Key-words: Darwin; Natural Selection; Worms; Birds.
terça-feira, maio 04, 2010
AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DO AMBIENTE NA RIA FORMOSA ATRAVÉS DO ÍNDICE STI OBTIDO NUMA AMOSTRA DE OSTRAS (Crassostrea angulata)
O Homem tem, desde sempre, eleito a zona costeira como local de fixação ou de passagem não só pela riqueza de recursos naturais, que a caracteriza, mas também por lhe proporcionar, por um lado, oportunidades de ligação com o mundo e, por outro, em muitas regiões, pela amenidade do clima.
Contudo, o desenvolvimento industrial e o fabrico de compostos químicos sintéticos têm provocado graves e diversos problemas nos ecossistemas. Estes compostos, ao entrarem nos ecossistemas (aquáticos e terrestres), acumulam-se nos organismos (animais e vegetais) alterando-lhes o funcionamento hormonal o que, em casos extremos, tem levado ao desaparecimento de numerosas espécies indígenas.
O presente trabalho foi realizado no âmbito do desafio “Ostras e Poluição: que ligação?”. Tem como objectivos: a) conhecer as características internas e externas das ostras; b) identificar, as diferenças de espessamento da concha; c) determinar o índice biológico STI e o nível de qualidade da zona em estudo.
Ao contrário do que grande parte das pessoas deve pensar sobre as ostras, elas fornecem-nos várias características muito importantes (tais como: volume, peso, tamanho, largura, espessura, coloração do miolo, contraste de coloração entre o bordo do manto e a sua restante superfície, a forma do bordo do manto) que nos podem sugerir o nível de poluição da zona em análise. Ou seja, as ostras são um importante indicador biológico tendo em conta que o desenvolvimento deste organismo reflecte as condições do ambiente onde se insere.
A investigação foi realizada com uma amostra de 31 ostras (Crassostrea angulata) provenientes da Ria Formosa. De referir que recolha das amostras foi realizada com o apoio de um pescador da região.
MATERIAL E PROCEDIMENTOS
O trabalho realizado baseou-se no protocolo fornecidos pela Agência Ciência Viva1, através do desafio “Ostras e poluição: Que ligação?”.
Para completar os dados fornecidos assim como a análise e interpretação dos resultados, procedemos uma revisão bibliográfica.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
As ostras estão constantemente em contacto com o meio aquático acabando por isso por reflectir o estado de qualidade do local.
A partir da determinação do índice biológico STI, é possível aferir o estado de qualidade da água, neste caso da Ria Formosa. Pela análise da tabela I em anexo, é possível verificar que:
a) O valor médio do índice STI das ostras estudadas é 10.2 e o desvio padrão é de 4.4. Apenas uma amostra apresenta um valor menor que 1 e o valor mais alto (STI) das amostras é de 18.5, de uma forma geral as ostras apresentam valor entre os 7 e o 8.
Verificamos também que a maioria das ostras tem uma concha pouco espessada. Na presença de compostos como o TBT verificar-se-ia uma tendência para as ostras formarem uma forma esférica, o que espessava a sua concha3. Assim, de acordo com a tabela de qualidade para este índice, os dados obtidos sugerem um baixo nível de poluição. A apoiar estes dados, Agripino3 num estudo realizado em ostras verificou que as amostras estudadas da Ria Formosa eram caracterizadas por possuírem uma concha pouco espessada.
b) Relativamente ao contraste do miolo na maioria das amostras observadas a coloração é normal. Apenas 13 ostras em 31 tem o miolo demasiado escuro, e apenas uma tem o miolo demasiado claro tendo em conta a coloração das restantes.
Os bordos do manto são, na sua maioria, bem visíveis. Os dados levam-nos a supor que a maioria das ostras estudadas encontra-se saudável.
Os dados obtidos neste estudo sugerem então que as ostras da Ria Formosa estão saudáveis, e que a água do local tem um baixo nível de contaminação.
Num artigo disponível on line2, é referido que a implantação de estaleiros navais no Tejo e no Sado estiveram associados ao uso e abuso de tintas «antifouling» nos cascos dos navios que continham TBT, um composto altamente nocivo para a vida marinha, o que aniquilou completamente as colónias de moluscos existentes nos dois rios, nomeadamente as ostras. Assim se desintegraram comunidades que durante várias gerações haviam subsistido naquelas zonas. Os autores deferem que esta situação não se verificou nos estuários de alguns rios como o Mira e lagunas costeiras como a Ria Formosa2.
Nicolas Lémery2, reputado farmacêutico e químico do século XVIII dizia no seu «Traité des alimens»: As ostras excitam o sono; elas abrem o apetite; elas provocam os ardores de Vénus. Com este trabalho aprendemos que podemos acrescentar mais uma característica: as ostras são importantes bioindicadores.
1) http://www.cienciaviva.pt/rede/oceanos/2desafio/ostrasprof.pdf
2) http://www.sapalsado.pt/Media/Ostras%20do%20SadoWPJan.pdf
3) http://run.unl.pt/bitstream/10362/2037/1/Agripino_2009.pdf
Trabalho realizado por
Todos os trabalhos estão disponíveis em http://www.cienciaviva.pt/rede/oceanos/participantes2.asp?desafio=5
Final Nacional das V Olimpíadas de Biotecnologia
quinta-feira, abril 15, 2010
Final Nacional das V Olimpíadas de Biotecnologia
segunda-feira, abril 12, 2010
domingo, março 21, 2010
Apurados para a 2ª Eliminatória das Olimpíadas de Biotecnologia 2009/2010
- Ana Beatriz Costeira (11º1)
- Ana Rita Ferrito (12º1B)
- Bárbara Sales (11º1)
- Catarina Pimenta (12º1A)
- Hugo Bento (10º1)
- João Sousa (12º1B)
- José Patto (12º1A)
- Madalena Garrido (12º1B)
- Madalena Perdigoto (12º1B)
- Maria Dias (11º1)
- Matilde Conceição (12º1B)
- Pedro Sá (10º1)
- Ricardo Pedro (11º1)
Para mais informações consultar http://www.esb.ucp.pt/olimpiadasbio/
quinta-feira, fevereiro 25, 2010
1ª Eliminatória das V Olimpíadas de Biotecnologia 2009/2010
Todos os alunos das turmas de Biologia do Colégio Valsassina participaram nesta prova.
As classificações relativas às questões de escolha múltipla foram:
| JOÃO FRANCISCO SOUSA | 18 |
| JOSÉ MARIA PATTO | 15 |
| CATARINA PIMENTA | 13 |
| HUGO BENTO | 12 |
| RICARDO MIGUEL PEDRO | 12 |
| ANA BEATRIZ COSTEIRA | 11 |
| ANA RITA FERRITO | 11 |
| BÁRBARA SALES | 11 |
| MADALENA GARRIDO | 11 |
| MADALENA PERDIGOTO | 11 |
| MARIA DE GAMBOA DIAS | 11 |
| MATILDE CONCEIÇÃO | 11 |
| PEDRO SÁ | 11 |
| ANA CATARINA NUNES | 10 |
| CATARINA OLIVEIRA | 10 |
| MARIA LUISA GONÇALVES | 10 |
| MÓNICA SILVEIRA | 10 |
| ANDRÉ PEDRO | 9 |
| ANTÓNIO DELGADO | 9 |
| ANA FILIPA MENDES | 9 |
| ANA MARGARIDA COSTA | 9 |
| MARIANA MARTINHO | 9 |
| MARIA TERESA DOUWENS | 9 |
| MARTIM LICO | 9 |
| NOEMI FAMILIAR | 9 |
| VALENTIM CAETANO | 9 |
| ANA SOFIA CAVACO | 8 |
| ANA TERESA SILVEIRA | 8 |
| CATARINA FAROPPA | 8 |
| CATARINA GOMES | 8 |
| FRANCISCO NUNES | 8 |
| INÊS MOEDAS | 8 |
| JOÃO ALVES | 8 |
| LEONOR PAIS | 8 |
| ANA DELGADO | 7 |
| EMMA RODRIGUES | 7 |
| MADALENA COSTA | 7 |
| NUNO GUSMÃO | 7 |
| ANDRÉ PINTO | 6 |
| DIOGO MOREIRA | 6 |
| FREDERICO VILANTE | 6 |
| IARA RAMOS | 6 |
| MARIA LOUÇÃO | 6 |
| MARIANA DOTTI | 6 |
| NICOLAU GONÇALVES | 6 |
| MIGUEL SANTOS | 5 |
| RITA MARQUES | 4 |
| RICARDO CRISTINO | 4 |
Para mais informações consultar: http://www.esb.ucp.pt/olimpiadasbio/
quinta-feira, novembro 26, 2009
terça-feira, novembro 24, 2009
terça-feira, novembro 17, 2009
domingo, novembro 08, 2009
Semana da Ciência e da Tecnologia 2009 - Programa detalhado
terça-feira, novembro 03, 2009
domingo, novembro 01, 2009
domingo, julho 12, 2009
Revista e-fabulations: Diário de bordo de uma viagem pela evolução
terça-feira, julho 07, 2009
Darwin 2009 - Equipa do Colégio Valsassina distinguida com Prémio especial de publicação e-Fabulations
terça-feira, maio 12, 2009
Aluna do Colégio Valsassina vence final nacional das Olimpíadas de Biotecnologia
terça-feira, maio 05, 2009
Final das Olimpíadas de Biotecnologia
- Ana Filipa Louro (12º 1A)
- Joana Magalhães Silva (12º 1A)
- Jorge Ferreira (11º1A)
A final realiza-se no próximo dia 11 de Maio na Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica do Porto.
Para mais informações consultar http://www.esb.ucp.pt/twt/olimpiadasbio/
sábado, abril 04, 2009
Saída de campo ao PNSE (2) - Flora e Vegetação
Saída de campo ao Parque Natural da Serra da Estrela (1)
No Devónico médio, há 380 milhões de anos, inicia-se uma fase de movimentos compressivos, designada por Fase 1, que inicia a Orogenia Hercínica, durando até ao final deste período, há 360 milhões de anos. Esta força compressiva afectou os sedimentos marinhos depositados anteriormente, provocando dobras de plano axial subvertical, com orientação NO-SE (Fig. 2) (Ferreira & Vieira, 1999).
Durante o Carbónico, há 330 milhões de anos, uma nova fase compressiva, Fase 3, origina novos dobramentos com a mesma orientação da Fase 1, instalando-se, simultaneamente e em profundidade, a grande massa de granitos (Fig. 2). Estes não se instalam num único impulso, mas ao longo de um período relativamente longo, que se inicia aos 320 e se prolonga até aos 290 milhões de anos. O final da Orogenia Hercínica, há 240 milhões de anos, é marcada pela fracturação das rochas formadas, com direcção NNE-SSW a ENE-WSW e NNW-SSE a NW-SE (Ferreira & Vieira, 1999).
Um período de tempo relativamente longo decorre então. Por erosão dos níveis superiores da crosta, esta, por alívio de carga, vai subindo, trazendo de níveis mais profundos até à superfície, as rochas aí formadas. Este período, que decorreu durante o Mesozóico, provocou o arrasamento geral do relevo e deu origem a uma superfície aplanada, que se estendia pela Península Ibérica (Fig. 3) (Galopim de Carvalho et al., 1980).
No início do Terciário, novas forças de compressão, desta vez relacionadas com os movimentos alpinos, vão provocar o rejogo das antigas falhas hercínicas, que passam de falhas de desligamento a falhas inversas.
No Miocénico superior, há 10 milhões de anos, iniciam-se os primeiros movimentos de subida dos blocos que formam a serra, que se continuou por impulsos sucessivos até ao último, que terá ocorrido há cerca de 2 milhões de anos e que marcou a sua estrutura actual (Fig. 4). Este fenómeno deu origem à elevação da montanha, por movimento em sistemas de falhas paralelas, o que originou blocos diferencialmente desnivelados, provocando o efeito de escadaria com que a Serra da Estrela se apresenta (Fig. 4). A actividade tectónica, contudo, não se extinguiu, existindo, ainda hoje, actividade neotectónica, com movimentos ao longo das grandes falhas, como provam a ocorrência de nascentes termais e de sismos, frequentes na região (Ferreira & Vieira, 1999).
No Quaternário, há registo de várias grandes glaciações, a última das quais terá atingido a Serra da Estrela à cerca de 20 000 anos, com o estabelecimento de neves permanentes e de glaciares. Estes glaciares deixaram testemunhos geomorfológicos únicos em Portugal e constituem, sem dúvida, a maior originalidade da paisagem física da Serra da Estrela (Fig. 5) (Ferreira & Vieira, 1999).
A glaciação da Serra da Estrela permitiu a existência de neves perpétuas, a partir dos 1650 metros. Isso significa que, a partir dessa altitude, as neves não fundiam de um ano para o outro, permitindo, assim, a sua compactação, dando origem ao nevado e, por fim, ao gelo. Do ponto de vista da temperatura, o nível das neves perpétuas significa uma altitude, a partir da qual a temperatura atmosférica média mensal é sempre negativa. Comparando essa situação com as temperaturas actuais, é fácil deduzir que as temperaturas eram cerca de 10º C mais baixas que actualmente (Ferreira & Vieira, 1999).

quinta-feira, março 26, 2009
Apurados para a 2ª eliminatória das Olimpíadas de Biotecnologia
(por ordem alfabética)
- Ana Filipa Louro
- Felipe Blauth
- Gonçalo Pinto
- Guilherme Fonseca
- Inês Serrão
- Joana Magalhães Silva
- João Francisco Sousa
- Jorge Miguel Ferreira
- Leonor Caetano
- Matilde Conceição
- Rita Cerejeira
A 2ª eliminatória realizar-se-á no próximo dia 22 de Abril.
Para mais informações consultar http://www.esb.ucp.pt/olimpiadasbio/
domingo, março 15, 2009
200 anos de Darwin - Concurso promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian
Para assinalar os 200 anos de Darwin a Fundação Calouste Gulbenkian lançou um desafio a um par constituído por um professor e um aluno. O aluno tinha de elaborar uma carta de motivação candidatando-se a uma segunda (hipotética) viagem do Beagle, enquanto o professor devia redigir um ensaio sobre a ideia de «mentor» na actualidade, tendo como ponto de comparação a relação de Darwin com o seu professor Henslow.
O nosso colégio fez-se representar pela aluna Filipa Louro (12º1A) e pelo professor João Gomes. Aqui transcrevemos os trabalhos apresentados a concurso, os quais ficaram entre os cinco finalistas.
«Ensaio do professor»
Mas como usar esse instrumento? Qual é a missão do professor?
Na actual sociedade, em que os lugares e os veículos da educação se situam cada vez mais na complexa teia das redes tecidas pelos espaços e tempos do trabalho e do lazer, a escola perdeu o seu papel central em termos de agência de transmissão de conhecimentos e de socialização. A constatação desta realidade não pode deixar de ter consequências na forma como a escola se estrutura e se relaciona com outras “agências de socialização”, porventura mais poderosas. No passado, a escola estruturou-se como uma das três instituições centrais da socialização e da promoção da coesão social, juntamente com a igreja e a família, em processos que integravam holisticamente a aquisição do saber, do saber-fazer e de saber-ser, num todo coerente. Neste novo contexto, a escola encontra-se agora numa relação de concorrência com outras “agências de educação”, numa situação de horizontalidade.
No contexto da globalização, os desafios colocados por uma sociedade diversificada, caracterizada por complexas interacções, com problemas sociais múltiplos, associados a conflitos difíceis, relevam a construção de uma política participada cada vez mais apoiada numa cidadania activa e num discurso público, onde são as próprias comunidades a assumir o seu futuro. Não obstante, não podemos deixar de constatar que, pela primeira vez na história do Homem, estamos a educar as nossas crianças e jovens para a vida num mundo cujo conhecimento do futuro é escasso, excepto que será caracterizado por substanciais e rápidas mudanças.
Uma resposta adequada à mudança implica novas formas de estar, suportadas em novas mentalidades e em novos comportamentos, implica uma interactividade sustentável entre o sistema societário e o sistema biofísico. À escola assiste o dever de procurar respostas flexíveis e adaptadas a este mundo em mudança. A era da comunicação e da informação exige que a escola e, em particular os professores recriem um ambiente de aprendizagem, rica em recursos, com novas tecnologias de comunicação, caracterizada pela interactividade, pela capacidade de uso individualizado e que os currículos ofereçam uma visão holística do conhecimento humano, da biosfera, do universo.
A escola deve, por isso, integrar-se numa perspectiva de educação emancipadora, assente em princípios de responsabilidade, de participação, de parcerias, de transversalidade, de solidariedade, de reflexividade, de criatividade, de formação globalizante.
Consideramos assim que é preciso romper com lógicas adaptativas. Os professores devem despertar a criatividade e o espírito crítico dos alunos, devem inquietá-los.
Afinal foi isso que Henslow fez a Darwin. Sendo professor de botânica, Henslow podia ter uma atitude do tipo “encher um recipiente de noções”, passando assim um conjunto de noções e conceitos aos seus alunos. Esta visão dos alunos como meros receptores de conhecimentos conduz inevitavelmente a uma situação de desmotivação e afastamento do sistema de ensino. Henslow optou por “acender um fogo”, desafiou o seu aluno Charles Darwin a entrar em sua casa às sextas-feiras à noite “apenas” para discutir ideias, encorajou-o a ler livros (entre os quais destacamos a clássica descrição, em seis volumes, das viagens à América do Sul de Alexander von Humboldt), realizaram saídas conjuntas.
Hoje, tal como no passado, a missão do professor é possibilitar a criação do conhecimento, mas, para conseguir aprendizagens significativas a relação entre Darwin e Henslow deve continuar a ser vista como uma referência. Devemos compreender que, ao chegarem à sala de aula, os alunos trazem consigo uma cultura que os caracteriza, cultura esta que não é pior nem melhor que a do professor. Assim, tanto aluno como o professor envolvem-se e aprendem no processo de educação.
Ao introduzir as aulas experimentais como prática de ensino generalizada Henslow permitiu a aquisição de aprendizagens significativas, pelo simples facto de potenciar inter-relações entre o mundo das ciências escolares e o das experiências dos alunos, despertando assim a sua curiosidade e interesse. Para que tal seja possível é necessário que as relações sejam afectivas, democráticas e, acima de tudo, os professores compreendam que o sujeito da criação cultural não é individual mas colectivo.
Há quem considere que Darwin obteve o seu beliche a bordo do Beagle simplesmente porque estava no lugar certo na hora certa. Decerto isso sucedeu, mas se Henslow o recomendou a FitzRoy foi porque Darwin era o melhor jovem para a função. A relação de amizade entre os dois e o clima democrático de abertura para trocar ideias terão sido decisivos para incentivar Darwin a procurar o que queria fazer. A lição que podemos daqui extrair: os professores devem estimular e contribuir para o desenvolvimento nos alunos de competências para a acção, confiança nas suas capacidades de agir, reforço para a acção e apropriação nos processos que envolvem intenção de agir.
No sua autobiografia Darwin destaca o seu amor pelas ciências, a perseverança em manter a mente livre de modo a não desistir de qualquer hipótese e a sua diligência na observação e na recolha dos factos. Não conseguimos responder à questão: «Se não tivesse existido Henslow será que Darwin era hoje recordado como um dos mais influentes homens da ciência?». Mas acreditamos que “se não acendermos o tal fogo” muitos alunos certamente não terão a sua oportunidade e dificilmente arranjarão motivação para participar em eventos que dão forma às suas vidas e ao seu lugar.
A sociedade actual exige indivíduos criativos, críticos, geradores de ideias, autónomos. Os professores têm a gratificante e divertida missão de não deixar que os seus alunos se conformem.
Carta para Darwin
Caro Professor Charles Darwin,
Tendo conhecimento de que V. Exa. abriu inscrições para o lugar de assistente, venho por este meio candidatar-me a acompanhá-lo nesta segunda viagem às ilhas Galápagos.
A intenção do Almirantado britânico em enviar novamente o Beagle rumo às “Ilhas Encantadas”, numa missão de pura investigação científica no campo da evolução, contrariamente à primeira expedição, particularmente centrada em fins cartográficos, despertou desde logo a minha curiosidade, e principalmente o meu desejo em incursar em tão promissora viagem, razão pela qual não podia deixar de lhe escrever.
Devo confessar que a discrição que fez das ilhas me deixou perplexa e enfeitiçada perante a luxuriante variedade de vida num local aparentemente tão inóspito. O seu livro A viagem do Beagle é para mim uma fonte de inspiração. Decerto compreende este meu sentimento quando pensa na leitura que fez da obra de Alexander von Humboldl sobre as suas viagens à América do Sul.
Considero, sem dúvida, que os primeiros dados que recolheu se tornaram na espinha dorsal de algo revolucionário. Esta segunda incursão permitirá corrigir os erros e colmatar as falhas da primeira observação, realizando uma recolha de espécimes ainda mais cuidada e exaustiva, bem como um estudo mais profundo do seu habitat e das condições e serviços do ecossistema em questão, iluminando este tema tão controverso entre os homens.
Move-me um profundo interesse pela ciência, o desejo de ter um papel activo na recolha de dados e na contribuição para novas descobertas, um entusiasmo insaciável e um conhecimento amador do naturalismo e da geologia, tendo tido contacto com os trabalhos de Charles Lyell e Carolus Linnaeus, ortodoxos, porém revolucionários.
Possuo ainda os requisitos exigidos a uma assistente incumbida de tarefas nestas áreas científicas, sendo especialista em dissecação e uma experientalista orientada para o contacto directo, possuindo os conhecimentos essenciais em desenho de campo, características que se poderão revelar úteis quer na discrição e análise dos espécimes, quer na sua preservação.
Apesar de ser a minha primeira experiência nos trópicos, experimentei o ar fresco do mar aberto já por diversas vezes, pelo que tenho noção da vida agradável, porém perigosa, que se pode levar numa prisão flutuante.
Tendo ficado curiosa com a primeira expedição, segui de perto a análise dos dados que enviou, e devo dizer que os resultados obtidos a partir dos seus achados se revelaram espantosos.
O facto de quase todas as aves terrestres serem novas, jamais terem sido descritas e muitas das quais existirem apenas nas Galápagos; de três dos sabiás recolhidos não serem apenas variedades locais, mas espécies distintas; e das tartarugas gigantes, à semelhança das iguanas-marinhas e dos próprios arbustos e cactos arbóreos serem também exclusivos deste arquipélago, são provas irrefutáveis da capacidade de transmutação e divergência das espécies da sua origem ancestral. Também a aparente semelhança, e contudo, clara distinção, entre as espécies das Galápagos e outras espécies existentes no continente sul-americano, reforça esta afirmação.
Os fósseis recolhidos mostraram-se igualmente interessantes, revelando-se parentes extintos de formas vivas, corroborando a ideia comum a inúmeros geólogos, entre os quais Lyell, de que existe uma ligação entre seres vivos e mortos, relação também presente entre os fósseis de um estrato de rocha e os fósseis do estrato que o antecede: a “lei da sucessão”.
Tais conclusões são extremamente entusiasmantes e simultaneamente perturbadoras, tendo em conta o paradigma religioso reinante. As suas descobertas mudaram o mundo.
Penso, no entanto, que ainda muito ficou por desvendar, e que existem no seu trabalho algumas oportunidades inexploradas, por ventura fruto da sua curta estadia no arquipélago, que deverão ser aproveitadas nesta segunda jornada.
Analisando o seu trabalho apercebi-me que não documenta a origem de uma única espécie, um único caso de selecção natural ou de preservação de uma raça favorecida na luta pela vida. Proponho, assim, a realização do impossível: o estudo da evolução ao vivo, pois se alguma vez uma ideia reclamou e exigiu um programa de investigação experimental, é seguramente esta.
É certo que entre a maioria dos seres vivos, a evolução se desenrola com demasiada lentidão para ser observada por um só cientista no tempo de vida da sua investigação. Mas a ciência funciona não apenas por observação directa, e os tipos de provas por inferência fornecidos pela paleontologia, biogeografia, embriologia e morfologia abragem um volume de dados não menos convincente só por ser obtido indirectamente.
Uma visão tão maravilhosa tem necessariamente de ser corroborada por um vasto acervo de provas. Urge encontrar mais evidências fósseis que permitam desvendar padrões e ligações, coleccionar espécimes que, pelo seu carácter único, permitam esboçar alguns galhos na árvore da vida, preenchendo as infinitas lacunas na história da evolução, para que, aproximando-nos, possamos contemplar o momento de divergência em si, o ponto onde uma linha se transforma em duas, a quebra da barreira entre as espécies.
Um trabalho de campo exaustivo, uma recolha diligente de provas, um estudo meticuloso da distribuição geográfica dos seres vivos, da sua forma e desenho anatómicos, das fases do seu desenvolvimento enquanto embriões, e dos seus antepassados, enterrados em rochas de eras distantes, construirá um edifício de provas crescentes, abundantes, variadas, e solidamente ligadas entre si, que tornarão a evolução em mais do que uma teoria, um facto.
A criação nunca está terminada. Ela começou um dia, mas não acabará nunca. Ela permanece numa actividade incessante para produzir coisas novas e mundos novos (Immanuel Kant, Teoria do céu). Também o Homem, e principalmente o cientista, não podem parar: a evolução está em curso permanente.
Proponho-me, assim, humildemente a embarcar a seu lado.
Cordialmente me despeço.
Ana Filipa Louro (12º 1A)






